Tudo o que eu sinto!

 

Não a culpe  pela doçura que ela perdeu! Pelas lágrimas que não derrama mais

ou pelo sorriso limpo que secou nos cantos daqueles lábios que amaram tanto.

Nem deve acusá-la pelo gelo em que se transformou. Não! Você não pode! Até

porque  não entendeu, da última vez em que ela se entregou, o quanto estava

 inteira. Como fora verdadeira! Você não percebeu que a metamorfose pela qual

ela  passou em  suas mãos, agiu sobre a crença naquele amor, como que num

diálogo  infinito de almas. Os olhos brilhavam muito, sempre. Mesmo enquanto

semi  cerrados, naqueles momentos em que  ficava  absorta e mergulhada nas

suas palavras e pensamentos. E era pleno o sorriso que ela exibia. O jeito meigo

e  manso...A  fé na vida que  trazia. Ela toda, enfim, reluzia!  Mas o que  dizer 

daquele dia tão pesado que ela ainda carrega consigo nos olhos e daquela noite

turva  que não finda nunca, incluindo esse vazio que hoje ela é e que formou-se

depois de tudo isso? Depois que você, tão despreocupadamente, deixou naquele

quarto tudo o que  ela possuía de mais sagrado e entregou-lhe! Não...Não pode

culpá-la. Não você...Talvez  ela  acredite  nesse  amor, ainda...Talvez,  naquele

 momento,  ela esperasse mais...Talvez até ela ainda o carregasse muito inteiro

 e perfeito dentro  dela. Talvez ela  ainda fosse sua; mais sua que dela mesma, 

como sempre fora e  seu sangue  corresse mais nas suas veias, que nas dela.

Quem sabe  ela e apenas ela  entendesse aquela  força que vinha de dentro de

você  e  que  a livrava  de  quaisquer constrangimentos. Talvez ao seu lado ela

tenha  podido  ser verdadeira sob sua coragem e proteção, que a libertavam de

todos  os  medos e de  todas  as vergonhas.. Talvez neste seu colo, ela  tenha

podido mostrar quem era e onde realmente lhe doía. Mas, talvez ela não tenha

 tido tanta  coragem  de gritar e conteve-se,  esperando... Talvez, se ela tivesse

descido do  salto, lançado um berro alto, levantado a saia, ou cobrado atenção

exigindo  o cuidado e  a clareza que sua boca  nunca  expressara... Se tivesse

permitido  que você a olhasse de frente, talvez tivesse acreditado naqueles

olhos; talvez  isso tivesse  sido suficiente.  E, quem  sabe  agora, ela ainda

 estivesse inteira..

 

 

:: Postado por Cris às 09h08
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Pousa a boca sobre meus lábios e pede com o canto dos olhos prá que  eu não

diga nada...E é quando acontece o beijo!  Beijo que a princípio nasce manso e

 demorado... Depois fica aflito.. Urgente e exagerado! E vem mais outro... E tua

 língua desliza entre os meus dentes... Perdida, completamente... Passeando e

 invadindo a minha respiração... Levanto a cabeça e olho dentro dos teus olhos;

dentro  da  tua alma... E com os dedos desenho um coração convidativo, que

 contorna a tua boca e que me leva a um estado de suspensão. De espera. Eles

(os teus lábios) agora entreabertos, sugam meus dedos um a um como quem

quer extrair assim, toda  a energia que  existe dentro de mim...Teu toque me

arrepia! E irradia uma energia que invade os ossos e me amolece. Toda! Tua

saliva umedece, aquece e queima a minha pele e os teus dentes mordiscam

as pontas dos meus dedos e desnudam-se num sorriso único ao som do meu

gemido. Meu corpo reage e resume-se às minhas extremidades. Aos dedos

entregues  e  oferecidos  que  invadem tua boca que por sua vez, explora as

 linhas, as dobras, as carnes e lambe as unhas. E às minhas intimidades, onde

agora,  uma  palma  morna  e   suada,  apalpa e  abre; reconhece e explora.

 Teus dedos percorrem minhas frestas, enquanto outro punhado de dedos,

agora meus e famintos como os teus, afasta tuas pernas e tateia tuas carnes

que respondem, quentes e endurecidas. Neste momento eu já não sou mais

nada que não seja corpo, boca, pele, pêlos, língua e boca. A tua boca! A vida

brota  das  minhas entranhas e eu  sinto o ar das tuas narinas contra a pele

 úmida  da palma  de  uma das minhas mãos enquanto um animal faminto e

atrevido se esfrega à outra que o aperta, enquanto ele se acomoda contra o

meu corpo, pedindo eu o satisfaça. E nós dois nos transformamos numa festa,

explodindo na escuridão. Numa noite que amanhece em verso. Somos, juntos,

 o Universo! Somos a essência de um só hálito, explodindo sob um luar pálido

 que permite que por alguns instantes, em suas mãos, em sua vida e dentro da

sua boca, eu seja eternamente feliz....

 

 

:: Postado por Cris às 14h35
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Eu te amo!

E,  por amar-lo tanto é que talvez eu te duvide...Que te desacredite! Então...

 

Olho nos seus olhos; sonho os mesmos sonhos e penso muito. Recolho-me.


E você faz o que?  Você  vem! E sorri! Enche os meus cabelos de carinhos.

 

Tira um por um  dos espinhos escondidos entre os cachos. Põe  uma amora

 

 doce  do  mel  da sua boca sobre  a minha e acalma  meus olhos  com  sua 

 

 sinceridade atrevida. Pega a minha mão morna e úmida de ansiedade  com

 

a sua, mostra-me que a parte melhor da minha história ainda está por ser

 

 escrita e leva-me contigo por sobre as nuvens. No céu. Eu então sem largar

 

da sua mão, entrego-me numa vaga  lembrança  de  tudo  aquilo  que  fui 

 

compondo entre os sustos, medos e desassossegos, trazidos de uma vida 

 

 que vivi antes... Antes que seu gemido se  embrenhasse em  minha alma

 

pelo meu ouvido. Antes que os seus dedos me prendessem pela  raiz dos 

 

cabelos. Antes  que  o  calor  da sua pele vestisse e agasalhasse o meu 

 

desejo.  Entrego-te   a mulher  que   eu fui para que me tome nos braços

 

e me conheça antes que o dia amanheça; que  a metamorfose aconteça,  

 

que eu esteja toda aberta e desfaleça em botões e em pétalas desfolhadas 

 

sobre o seu peito....

:: Postado por Cris às 15h46
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Enquanto um cheiro forte de café espalhava-se pela casa e as gavetas dos

meus armários mal escondiam a alegria desorganizada das suas roupas ao lado

das minhas, suas idas e vindas transformaram-se em prazeres. Completos!

Paladares que lembravam pães de queijo quentinhos, daqueles, recém saídos do

forno. E logo pairou no ar um odor morno de permanência. De um tempo que

não passaria.  Da falta total da ausência. Travesseiros jogados sobre a cama e

almofadas espalhadas pelo chão da sala, denunciavam um conforto mútuo de

passos e corpos, rolando sobre tapetes de pelos longos, macios e limpos. E o

cheiro, então? Era de intimidade. E uma cumplicidade alimentada a cada dia que

nascia me fazia conseguir acreditar em felicidade. Uma árvore cinza e raquítica

cresceu e, exuberante, exibia-se do lado de fora da janela, exalando um perfume

doce com folhas vivas e sementes prontas pra germinar todo o carinho que

havia naquele lugar. Eram tantos os perfumes que exalavam diferentes que as

narinas até agradeciam. A sala de estar tinha cheiro de amor, daquele tipo

infindável, sabe? E o tempo, senhor de todas as coisas, limpou os restos da

poeira de um passado recém superado. E de duas histórias doloridas,

compusemos aquela poesia escrita a dois, verso por verso e rima por rima, que

virou as nossas vidas. Mas, de repente, de um dia pro outro e a despeito de

tanto amor, nós viramos alguma esquina que não deveria ser nossa e, sem que

percebêssemos, desabou dos céus uma tempestade que derrubou fios e postes.

Jogou entulhos sobre o amanhecer cheiroso de café. Murchou aquela árvore e

as gentilezas foram substituídas por sorrisos imperfeitos; insatisfeitos. A

dimensão infinita cobriu-se de eletricidade. Sobre a cidade pairou um silêncio

jamais ouvido. E as minhas pernas que tantas vezes enlaçaram aquele corpo,

adorado, agora cansadas interromperam a caminhada. Era o fim! Hoje, os

odores de pão e de queijo espalham-se, separados, numa lembrança quase

esquecida. Os abraços perderam seus traços e as memórias tornaram-se

escravas libertas numa senzala de emoções. Meu corpo perdeu completamente

a temperatura e uma lágrima, da mais pura, reclama e chora ainda, pelo final

da história deste grande amor, interrompido...

 

:: Postado por Cris às 15h02
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“...Ser um corpo sem alma,

E ser o avesso da calma.

Ser o outro lado do espelho.

Ser pele, coxas, libido e poesia;

Lábios, saliva e empatia.

Viver enfim este sonho...

Eis o que te proponho!”

 

Porque arde e queima dentro de mim, o desejo de buscá-lo nas noites em que

ficas escondido, arredio  da minha presença. Porque vivo você! Porque começo

onde termina seu silêncio e termino exatamente onde cala a sua voz. Então,

ao som de um saxofone em tons de jazz e, na mistura dos cheiros doces dos

nossos corpos é que meus seios perdem-se na secreta intimidade dessa sua

língua e deliciam-se com o abuso apurado dos seus dentes, indiferentes aos

descompassos do meu peito, que perdendo o jeito faz-se calmaria, porto e

remanso  pra receber o descanso do seu cansaço, acomodando seu braço

sobre meu ventre, permitindo que você me entre e que assim, o amor se

faça na sua essência mais pura, feito fruta madura a saciar nossa urgência. E

na intimidade desta magia, na branda intranqüilidade deste desejo é que

você se confessa cativo e eu me resgato, inteira.

 

" Por que? Porque eu estava apenas indo, até você chegar..."

E essa é a história da minha vida!

:: Postado por Cris às 03h23
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Não lavei os meus seios  por terem  ainda o calor dos meios, das palmas das 

suas mãos... Não  lavei as  mãos por conservarem inteiros, os tons, os sons e

os  cheiros  da  sua pele que me encanta... Não lavei a  minha pele por ter nela

tatuados  todos  os  nossos momentos. Quanto aos meus sentimentos, eu não

conseguiria lavá-los. Não são solúveis em água. Eles são sim, pura saudade que

deságua ribanceira abaixo pelo peito, perdura feito ar rarefeito que me comprime

a alma. E, a alma sim eu banhei em jasmim e a conservei nua e completamente

sua  à espera de qualquer chamado ou qualquer brisa mansa vinda de você, pra

reagir. Bastava você vir! E esperando, percorri todas as esquinas de uma grande

avenida  infinita sob uma lua que foi nossa cúmplice... Bati palma  em todas  as

moradas  existentes, às margens de um rio que corre paralelo à minha corrente

sanguínea. Voltei. Folheei cada livro seu e com uma imagem sua na mão, fui de

encontro a todos os meus  personagens e  os despi, dentro das paredes de um

quarto onde por tantas e tantas vezes escrevemos a nossa história, com suor e

com os sinais  de nós dois, nos quais as coincidências dos gemidos gritavam as

nossas indecências. E doeu-me de verdade, neste momento, a sua falta. A falta

dos  lamentos e dos  arrepios dos mamilos ao menor toque da sua respiração. 

Do peso do  seu corpo, indo e vindo contra a minha carne, invadindo. E rezei. E

nada! Sentei-me então, numa paisagem de final de tarde, com um cigarro entre

os dedos e, desfiando um a um todos os meus medos, eu entendi que ninguém

te viu....Que ninguém sabe de você! E então eu me pergunto: E se tivéssemos

nos encontrado...

Teria adiantado?

Você teria me amado?

 

*

:: Postado por Cris às 08h48
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Obrigada pelo carinho, Ilka!  É uma honra receber esse prêmio do http://www.segredosdos2.blogspot.com e ser lida por você, querida.

Um beijo grande e toda a sorte do mundo!

 

:: Postado por Cris às 08h41
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No   meu peito brisas  são rosas cálidas


 Que brotam da calmaria feito passarinho


Crescem e urgem devastando  caminho


Caindo do  ninho em marés encantadas

 

Bailam encharcadas em amor e poesias


Tal  qual navegantes  em águas bravias


Que inundam  o céu, ao parir ventanias


Condenando as noites a deflorar os dias



Desabam de nuvens em mágoa sem fim


Rebelde tormenta anunciando o  inverno


E  eu faço das águas do céu meu inferno


Bebendo nessa chuva cada gota de mim.

 

:: Postado por Cris às 11h48
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Você cabe no canto dos meus lábios, a cada vez que quero sentir o aroma dos

 

seus. Cabe nas pontas dos meus dedos, quando quero escrever-te em poema.

 

Entra na minha pele, a  cada vez que te revejo, dentro dos nossos momentos.

 

Percorre e morre nas minhas veias a cada vez que meus braços prolongam os

 

espaços e alongam-se, sobre o que falta pro alcance do seu corpo. E dói-me na

 

alma a cada vez que cabes na palma da minha mão. Em cada vez que preciso te

 

afagar...Que abro os olhos e não vejo mais do  que  uma  estrela cadente, que

 

percorre  um  espaço indecente,  onde  não estou  e nem nunca estive... Vejo

 

espasmos de você numa cruel agonia de vozes que se perdem no vento... E no

 

meu conhecimento, sobre os pedaços que já não restam nem sobram porque já

 

não são mais nada... E olho  por  entre rios de cristais transparentes que rolam

 

pelo meu rosto, as silhuetas dos corpos que foram nossos e que se mantiveram

 

entrelaçados lá, onde a memória esqueceu-se de morrer. E os nossos braços

 

não  se lembraram  de  fugir de nós mesmos e do que não consigo esquecer.

 

Então, eu arranco de mim as sementes de um girassol que um dia

 

inventamos...E apago das minhas entranhas um luar prateado, morno e tão teu

 

que um dia eu quis que me cobrisse a pele. Toda! Inteira...Boca, coxas, seios e

 

vulva, numa entrega ainda que derradeira...E rasgo do meu ventre o teu cheiro,

 

o teu sêmen e o teu beijar. Daí, penso que isso deveria matar este meu sentir.

 

Este meu amor. E no entanto, não consigo tirar da minha alma o encanto

 

da noite na qual ficou em mim o teu olhar e da minha boca o gosto morno

 

e doce do teu sabor... Tropeço e olho..E te vejo: e sorrio! Fecho os olhos

 

e silencio..Em vão! Os sentimentos são mais corajosos que a gente; não

 

buscam com palavras que quase sempre soam vãs ou com os olhos e sim, da

 

única maneira que eles conhecem: o corpo...inteiro! E eu desisto de fugir

 

e me entrego a você....

 

Entrego o que sou...

 

O que fui....

 

E o que ainda serei!

 

 



:: Postado por Cris às 22h21
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O único espaço ao qual realmente pertenço é este, entre tuas mãos, que me

envolvem contra o teu peito. Não tem jeito...Nos teus lábios que me recebem

com todos os sorrisos. Ou serão risos?.... Não importa... Vem você e esta

boca que não se comporta...Que me trinca quando me beija e me faz perder o

medo de arriscar, jogando-me pro alto, em busca das descobertas dos sentidos

que vivem e habitam lugares onde não quero mais deixar de estar. E é neste

seu olhar tão reto e tão doce que eu me aqueço por onde quer que eu me guie,

quando a vontade de você é mais forte do que a necessidade de partir. E é nele

que eu fico sem culpas, apesar da certeza de que deveria ir.... Amar assim é um

sentir  enlouquecido... Quase perdido em meio a passos miúdos. Uma dor fina

que me alegra, mas me abate com a distância. Não há constância...Não há

pesadelos nem tremores, neste amor...Apenas os da saudade, que me molha

os olhos e me alonga os cílios em busca de tua imagem. Qual é a vantagem? É

a insistência do teu sorriso em minha mente...A permanência da quentura e da

urgência da tua boca em minhas entranhas... Um querer profundo, feito o brilho

cego de uma lâmina que corta meus instintos...Um arrepio que chacoalha meu

coração, enquanto tua língua tatua teus gemidos por todo o meu ser! E eu me

pergunto: o que fazer? Então, eu me apego às lembranças felizes e na vontade

do tempo urgir. Rápido e  veloz... Os meus olhos em seus retratos pontuam

minha melancolia acabando por mostrar-me quem você é: todo o pouco (ou

muito) que representa. E a dor vai passando..Vai ficando para trás, tal qual as

águas de um moinho. Seu nome ilumina meus olhos... São como diamantes e

estrelas  na minha vida.  Eu te busco em todo o canto, em cada recanto de

minhas recordações. E sorrio! E lamento...E expiro emoção, feito vento

morno que sai do peito e que desvia rio...E acredito nas voltas dadas pelo

 mundo... E na certeza de você na minha cama, no meu corpo, na minha

vida. Por todo o sempre...

Amém!

*

 

:: Postado por Cris às 16h09
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Eu queria muito ser uma estrela... Assim, feito tantas outras, no céu de uma noite negra e infinita, prá não sentir essa saudade devorando minhas entranhas. Afinal, eu seria apenas mais uma, igual a todas as outras absolutamente tão desconhecidas e irreconhecíveis. Quem sabe então, eu pudesse ser compreendida. E meu mundo não seria esse breu... E minha música não seria tão triste...Assim, como que chorando pelo amor, que morreu! Hoje, passei o dia pensando numa maneira de entender a vida. Não numa maneira de entender a mim...Não! Até porque isso às vezes parece nem ter importância, diante do berro de angústia que explode no meu peito. Mas queria entender você! Queria mergulhar dentro dos seus “eus”, todos e te reencontrar entre eles. Resgatar momentos nossos e ver passarinhos onde caem pingos dessa chuva que congela tudo, clareando a incompreensão de um, pelo universo do outro. O amor é mágico...O amor é medo e é dor. E por conta disso, eu queria encontrar e puxar a ponta deste fio que nos separa e deixar correr solto entre meus dedos, o novelo que enrola as nossas vidas e, me esquecer em você...Tenho andado em praias solitárias nas quais os meus dias se tornaram e nos minutos em que piso na areia, sinto cada cascalho deste vazio que machuca e sangra meus pés. As lembranças que chegam em ondas, respingam desiludidas nas frias pedras da minha realidade num lamento sofrido de quem chama o amor de volta....E ele não vem. Minha casa hoje não tem flores. Nem tem mais jardim...As luzes se apagaram e eu já não me lembro mais do seu perfume. Estou perdida! Sem chão...Sem calor..Sem janelas. Só choro, tentando encostar meu corpo e me aconchegar neste vazio e no desânimo da minha entrega. E então me corta o peito uma dor fina, branca e fria como uma adaga que entra na minha carne deixando um buraco por onde vazam todas aquelas promessas não feitas e por isso, não cumpridas. A minha vida vem e cobra sua presença e é violenta a minha dor ao sentir que tuas risadas viraram ecos, ressoando dentro das minhas veias, formando teias que se espalham e entopem os meus espaços interiores, impedindo-me de sentir. Anestesiando tudo. E insiste a saudade....

De sentir-me uma ilha onde só você habita...
De saber-me tua e apenas tua...

Apesar,
...de saber-te teu e apenas teu.

 

:: Postado por Cris às 15h03
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"..Foi assim...

 

- Pára de rir, vai! Você só ri de mim...

- Mas eu não tô rindo de você... tô rindo prá você!

- Rio do que você fala.

- Dá no mesmo. Pára de rir...

- Você não gosta que eu ria?

- Não...Eu sinto medo!

- Medo?