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"...Porque metade de mim é amor
e a outra metade, é você!"
Escrito por Cris às 15h08
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Que as minhas linhas
sejam o teu descompasso...
a confusão dos teus sentidos...
e o sobressalto dos teus sonhos...

Que a minha calma, seja o teu delírio,
o meu ventre, o teu abrigo, teu leito ...
Escrito por Cris às 09h41
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...E o meu seio,
um fremente pássaro em martírio
aprisionado no teu peito.
Que o teu mel se misture
aos meus venenos,
e o meu nome
seja flor perene,
desabrochada em teus lábios....
...Que o teu nome, gravado na minha alma,
seja revoada,
eco, pétala e calma;
lume, colméia, urgência,
cardumes, estrelas
e ardência.
E em poesia... de preferência...
Escrito por Cris às 09h21
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Amei, desde o princípio...
E além de tudo....
As suas mãos...
Mãos de promessas insuspeitas...
Mãos que me conheceram um dia...
Em cada uma delas, uma palma quente...
Um apelo ardente....

um continente...
Um mar de magia!
Amei suas mãos e seu amor em desalinho...
Seu toque macio, nos gestos de força...
Sua busca por colo e ninho...
Sua fome de carinho...
Seus desejos mais secretos, perdendo-se nos meus anseios...
Umedecendo-se nos meus lábios...
Amei suas mãos sobre as minhas...
Concha da minha pele...
Pele dos meus seios...
Laços dos meus dedos...
Feito grandes pássaros cheirando à outras peles
Amei suas mãos, cheias de memórias de outros corpos,
Quando, seguras e sem medos,
Voltaram pra casa, assim que tocaram o meu!
Escrito por Cris às 11h58
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"Vem...
Mas permaneça sempre em silêncio.
Qualquer palavra tua,
Ainda que velada...
Desnuda-me.

É tanta saudade....
Vem...
Mas vem em silêncio e permaneça...
Apenas esteja,
Observe,
Perceba...
Sinta...
E (re)conheça meus sonhos!
Reconheça-se em mim....”
Escrito por Cris às 15h57
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Devolvo ao mar o cansaço dos meus medos
e espero que de novo nos meus braços
cresçam novos abraços....
E deixo que me desenhem os traços
como beijos de uma noite, que eu nunca vi.

Devolvo ao mar o castanho dos teus olhos,
e espero paciente, as tuas mãos
no meu cabelo, molhado de chuva.
E deixo que o abraço
seja o mais doce dos meus dias.
Devolvo ao azul do céu, as tuas cores.
E deixo a seda da espuma das ondas tardias...
Enfeitar de tons novos e nuances..
Todos os meus novos dias!
Escrito por Cris às 15h33
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Sim, eu me viro,
dobro o corpo e espalho a alma
quando você sorri o desejo, mas não fala,
faz a palavra desnecessária...

Sim, eu me abro
em braços, pernas, boca...
Quero cada gota do seu silêncio
latejado e morno...
Sim, para qualquer pedido.
Sua, para qualquer loucura.
Porque me agrada ser a mulher,
dona absoluta de coisa nenhuma,
outra, porém única.
Porque eu gosto do seu olhar perdido
quando eu venço, por vida súbita,
o jogo antigo em que você reluta,
mas me procura pedindo abrigo...
Escrito por Cris às 15h19
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*

"Por vezes, meu querido, a luz que mais ilumina é a que não se
vê! Como tu, sem inocência assim, quando te tenho aqui, nu, só
para mim".
Escrito por Cris às 21h06
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Conheço-te...
Sei de cor a tua voz...
A expressão do teu rosto...
O sabor do teu suor...

O teu olhar,
ora intenso e penetrante,
ora vazio e distante...
Conheço o suave sabor da tua boca...
O toque terno das tuas mãos em mim...
Conheço-te assim;
Com toda a nossa cumplicidade...
Num tempo que não conhece fim...
Escrito por Cris às 20h27
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Teu amor
chegou como um murmúrio de chuva mansa,
fio de água que escorre do telhado

Chegou quieto, sabendo e conhecendo meus medos.
chegou como um alívio fresco num dia morno,
desentocou meu coração,
regou as plantas,
prateou as teias que se estendiam pelos cantos.
Teu amor chegou leve,
veio se pondo, se impondo,
vestindo-se de noite,
enfeitando-se de estrelas e me esperando no portão.
Teu amor chegou sem pressa,
como se o desvendar de todos os mistérios
fosse apenas uma questão de ventos e sonhos
e você comandasse as fases da lua.
Teu amor de verdade;
chegou disfarçado de lua. Você se foi...
E eu o guardei na alma,
entre os seios...
Pra mim....
Escrito por Cris às 08h08
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- "Diz-me porque tenho,
enfim, de ser sombra
quando amo tanto a transparência..."
Escrito por Cris às 11h54
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*
A paz veio pela lucidez, Pela verdade dos sentimentos, Pela realidade sem lamentos, E por um dia de cada vez...

Vi (quase) tudo o que tinha de ser visto, A luz que emana de mim... O branco que me assusta...
O cinza que atrai!
Olhei, e ví!
Deixei o instinto conduzir-me... Aos fantasmas dos vivos, Que um dia morreram em mim. E só aí me libertei.. Do que há muito, estive e estou aprisionada.
E então, á partir de agora, a clausúra cessará A borboleta voará Leve, ao sabor do vento Guiada pelos raios de sol Pelo brilho da lua, Em direção ao horizonte, Sem rota marcada...
Felizmente!
Escrito por Cris às 11h36
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"Otro amor vendrá
Porque voy a dedicarme
A vivir sin ti
Voy a ser feliz!
Otro amor vendrá"
Escrito por Cris às 22h23
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Hoje...
eu encerro em meu ser
lendas e desassossegos,
dores e lágrimas,
antigos espinhos
e adeuses, todos.
Agora...
eu me perfumo
desta essência que exala de mim
e encontro em meu olhar claro
o reflexo de versos inocentes
que crio pecando.
Os meus seios intumescidos
são aveludadas pétalas,
ninho de pólen,
colo e alimento,
aguardando-te, pássaro migrante.
Do meu ventre...
brotam desejos inconfessáveis
e eu fecundo palavras,
embrionárias letras,
que emergem à luz
no momento em que tu choves
em mim.
Então, eu renasço em ti
revelando a tênue linha
que me divide
em mulher e flor.
Escrito por Cris às 14h07
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