
De um coração febril,
Reflexo de uma alma trêmula,
Encerra-se um drama,
E inicia-se um poema.
Escalam-se os atores,
Desenha-se a trama.
Fala-se da vida,
Colore-se a verdade!
E sem a menor piedade,
Cultuam-se dores,
Ressuscitando amores!
Escrito por Cris às 11h56
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...E das mãos envolvidas,
despejam-se desejos.
Renascem beijos,
emoções vividas,
e abandonos, em estranhos jogos
de memórias e rancores.
Elas cogitam,
Sangram,
Sonham interminavelmente!
E cruelmente,
Derramam sobre o papel,
armadilhas inequívocas, sutilmente.
Que sorriem, maldosas!
Sorriem até a exaustão.
Um sorriso pseudo-inocente,
Quase um estratagema:
Que etéreo, tece ilusão,
Fere, emociona,
E finda o poema...
Escrito por Cris às 11h55
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Por vêzes, não sei se me basta apenas, saber quem sou...
Se me importa ou não, esquecer o que apago do que escrevo, ou do que
sinto; até mesmo de quem amo; ou porque amo...
Aliás, nem sei mais o que de verdade importa.
Assim, como se a vida fosse
apenas uma historia que eu teimo em alterar....
“Afinal, uma coisa é certa: a gente só tem na vida das pessoas, a
importância exata que elas nos dão!”
*
Escrito por Cris às 21h28
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”Ah! Eu queria que essa água, mansa, que me abraça o corpo fosse
o teu suor....”
Escrito por Cris às 09h53
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“...Muda-se a aparência, não a essência!”
*
E a tua palavra é o leito que me aninha
em sonhos que povoam vidas...
É a liberdade de ser eu, sem que ser eu
seja ter o formato
exato,
do teu corpo dentro no meu...
Escrito por Cris às 14h43
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"..O que busca na minha nudez?
Cuida, moço!
Que o meu peito...
é um leito...
de pele quente...
de memória presente...
que te embriagaria a mente!.."
Escrito por Cris às 14h20
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*Bem me quer, mal me quer...*
*
Se fosse a minha vida,
indolor,
eu não traria
tantos suspiros
em meu hálito;
eu não manteria
o hábito
de transformar em
palavras fortes, o coração em cortes,
as rajadas de vento,
seduzindo, peito adentro...
E por certo, em algum momento,
eu desacreditaria do amor....!
Escrito por Cris às 07h09
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"Eu : meu maior paradoxo!"
Se todo momento fosse o primeiro, não haveria o derradeiro.
Se cada instante fosse quando, não haveria durante.
Sendo cada tempo agora, essa seria a melhor hora, para tentar cair fora,
dessa saudade que aflora,
na qual até te amar, me faz falta!
Nesse quando, quase indo, queria (quero) esse instante lindo, duradouro, obtuso, alheio e infindo...
E enquanto assim for...
Assim (sou)serei eu!
Escrito por Cris às 06h53
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A alma,
seu moço,
é como cortejo de nuvens!
Carregado de chuva,
fica cinza,
e espalha-se....
Escrito por Cris às 20h40
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Poesia?
É a essência...
Destilada...
Da alma...
Em demasia.
Escrito por Cris às 14h35
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Dor é menino de rua,
não o espinho da rosa na carne crua.
Dor é criança que esmola,
a fome que assola,
puro osso e lágrimas;
Dor é menina
que vendendo flôres na esquina
te impele a pedir pelo sinal verde,
antes que aquele olhar, vermelho
da cor do sinal,
atual,
te peça
um tostão, comida,
uma escola,
uma fé qualquer!
E sem escolha
morra sem flor nem amor;
e o céu a recolha
sem uma rosa sequer!
Escrito por Cris às 14h08
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E essa necessidade absurda de dizer coisas..
Mas não há ouvidos...
Tudo anda muito quieto...
Eu a rondar, feito serpente...
Pré disposta a me envolver, de repente.
Carecendo aceitar carinhos.
Deito-me em espinhos...
...choro!
Pecados? Tenho-os sim, claro...
E eu os escrevo e enumero, com pincéis coloridos.
E para cada sentimento, sofrido,
ensino chegar uma cor.
Se vier forte, eu caio franca, branca...
Submetida ao que a minha vida espanca..
Essa estupidez chamada amor!
Afinal...
Tanto faz o caminho!
O amor,
Em qualquer cor,
Dói, quando sozinho!
Escrito por Cris às 11h43
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Eu sou a de todos os tempos.
Sem passado, sem presente, sem futuro.
Venho do início,
Vou ao fim
Em todas as eras, todas as curas.
Em todas as partes
Imorredoura e
Inexplicável criatura.
Sou o vento. Sou o sol!
Sou a chuva. O ar, eu sou.
Estrelas passaram,
Homens nasceram
Casais se amaram...
E esperanças morreram.
E eu permaneço.
Indecifrável
Um ventre fecundo,
Um coração!
Que gera a luz pra cada alma
De cada ser humano do mundo.
Sou a Ilusão!
Escrito por Cris às 11h54
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“A cada mil lágrimas sai um milagre...”
(frase da música Milágrimas, de Itamar Assumpção)
...
Do alto da minha vida...
Dão-me horrores,
E cobram-me flôres!
E palavras...
Sensações vividas...
Coração!
Pétalas descabidas...
Descoloridas!
Um poema em construção:
“Há uma alma incendiada...” ( O poema em questão...)
Cores ...
Amores ...
Dores ...
Retalhos indolores de emoção...
...
Contornei esperas,
Esqueci carinhos,
Arrumei brinquedos.
Alinhei descaminhos,
Atingi segredos.
Desfiei o incolor das horas...
Seus mistérios.
Até compreender ...
que naquela sensação de coisa nenhuma,
eu era apenas uma borboleta
brilhante...
retirante...
Em vôo livre
rasante.
Na minha busca mais esperada:
Uma poesia!
Provocando arrepio
Mergulhando penhascos
Cometendo heresia
A qualquer altura da vida
Em qualquer momento vadio
A qualquer hora do dia!
Sua cor cinza (do fundo do penhasco),
e de repente, cegando-me os olhos...
Um milagre !
...
Uma parte de mim espanta-se ( com tanta energia...)
A outra, ignora as sombras e mergulha! (...na poesia!)
...
Escrito por Cris às 20h17
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Que nenhum medo de amar
me amarre os braços,
me trave a língua,
ou me faça temer abraços.
E que meus beijos sejam mais que traços
daquilo que eu possa sonhar.
Que a covardia não me tape os olhos,
nem espalhe monstros,
não me sussurre segredos.
E que essa covardia não me transforme,
pequena e frágil,
numa mistura de amor e medo.
E que esse mesmo medo...
não me pregue peças,
nem faça sempre o que mais gosta:
que não me mude o nome,
nem me mate de fome...
à beira da mesa posta.
Que essa covardia não me subestime...
Que eu reaja e seja forte...
Que eu escolha a minha sorte...
Que eu descubra asas e que ouse usá-las.
Que eu coloque os fundos e os mundos de lado...
e faça de mim mesma, as minhas falas.
Que eu mantenha o coração acelerado....
....A pele clara, a alma livre...
Enxergue o céu sempre limpo e bonito...
Mas que acima de tudo...
...mantenha essa capacidade de amar ...
e por amor, eu continue a desafiar o infinito.
Escrito por Cris às 20h37
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