...No calor da minha boca

 

suas palavras desatam:

 

Você, laço...

 

Eu, nós...

...No anseio íntimo, quando o amor se faz certeza,

 

é onde flui sua correnteza:

 

Você, nascente...

 

 Eu, fóz..

 

...No silêncio do prazer, absoluto,

 

os corações aos gritos escuto;

 

e explodindo:

 

Você lateja...

 

Eu pulso...

"...E então, dentro de mim, a alma sorri ...

 

sem fala;

 

e nesse momento, nas minhas entrelinhas...

 

 você se cala..."

 

Escrito por Cris às 15h09
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“...Quanto mais eu pensava,

 

que podia voar,


mais vinha o vento,

 

chegava varrendo,

 

e  me tirava do ar!"

 

 

**

 

*

Escrito por Cris às 14h41
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Escrever... 
É criar da dor,

o que é digno de se ler. 
É pensar no amor,

transformá-lo em flor...
 e revivê-lo ao escrever.

 


É mergulhar nas ondas.
Naufragar na tempestade,

Alimentar a saudade,
Esquecendo  afrontas.

 
É escavar o peito,

 revolver o sentimento,

até que lhe sangre o coração.
É soltar a imaginação,

estancando o momento,

e acalentando a emoção,
 

 Tentar ser poeta, enfim...
É sê-lo..

 e não dizê-lo!
É cantar para fora, sorrindo,
o que nos rói por dentro.

Abrir as entranhas 
e espalhá-las ao vento,

num lamento infindo,

 doa a quem doer...

 

*

Escrito por Cris às 14h27
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Debruçada na cadeira à espera dela,
Os olhos começando a arder; espreito pela janela...

E sinto a sua falta.
Nada!
E num repente, batem-me nas costas..
sacodem-me..
esmurram.
*
Ergo-me angustiada, buscando consolo pela casa vazia;
o coração aperta, e eu sinto sua presença!

Uma aflição tardia, um desconforto...
É ela!
É a noite, minha melhor companhia...

Meu porto,

meu colo, meu conforto...

que enfim, chegou!

 

Escrito por Cris às 09h02
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"Uma flor para mim, bela e fecunda..."

 
Escolho uma jarra transparente, funda

 

e coloco-a no alto da minha memória,

 

para que nunca murche aos meus olhos

 

nem me permita esquecer minha história..

 

Agora, meus próximos dias serão de flores.

 

E as horas destes dias, pétalas de rosas,

 

 receios e prosas;

 

angústias, dores, anseios e amores!


Tecerei com as horas destes dias uma longa passadeira.

 

E no final de cada um deles, caminharei por ela, firme. 


Recolherei as minhas pegadas e construirei com elas

 

um colar forte, de contas nas cores de uma guerreira,


que colocarei na água do meu banho, quente,

 

e deixar-me-ei envolver pela inebriante

 

  fragrância das sensações e dos odores.


Mergulharei completamente nestes dias de flores.


Quanto aos meus outros dias,  eles farão para sempre parte de mim.


Da melhor parte de mim....

Escrito por Cris às 16h14
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*

Dádiva, é a noite, que quando nasce, 

deita-se sobre nós,

esparramando-se e preenchendo os espaços

 

vazios e nús.

Dádiva é o luar,

que atravessa a noite e invade o quarto,  

 

pelas cortinas

e veste com fios finos de prata


o ápice do desejo,

por nós alimentado.

Dádiva é o suor,

que exala do teu corpo suado,

 

quando satisfeito e cansado...

você se debruça sobre as minhas costas,

inundando-me com a mais doce poesia,

nas rimas,

desse amor consumado.

 

 

*

Escrito por Cris às 15h03
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"..Tenho dias assim,

nos quais a maior saudade que sinto,

é essa saudade de mim!”

 

 *

Escrito por Cris às 15h10
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Eu sou assim...


Cheia de contradições,


às vezes alegre


às vezes triste


uma hora menina esperta


outra hora, mulher de alma deserta!



Eu sou assim...


Desperto buscando o sol


e ao adormecer, caço as estrelas !


Tentando encontrar o meu rumo


às vezes encontro o prumo,


outras perco-me na busca...


sem entender o que se passa


deixo meu coração em devassa.



Eu sou assim...


Sou o sol, sou a lua


sou as estrelas


sou a bússola da minha alma


que norteia...

 

desnorteia...

 

e acalma...

 

Escrito por Cris às 14h38
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Eu sou o encontro

 

e o desencontro


sou a luz e a escuridão


sou o amor, sou a paixão!

Sou assim...


no intenso mar de procuras,


um oceano de bravuras;


sou as ondas


que suavemente levam e trazem,


as venturas e desventuras.


Também sou as águas de um rio sereno,


que abranda as indecisões de um coração ameno.


Enfim, eu sou assim


A rosa, em prosa


que floresce nos jardins


sou cúmplice de mim mesma...


Sou enfim...

 

 essa que encontro e amo,  em mim!

Escrito por Cris às 14h36
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Acabo de assistir a um noticiário, cujo destaque foi o depoimento dos pais

 

do garoto assassinado no Rio de Janeiro. Eu na verdade, fico assustada com

 

a facilidade que nós, seres humanos temos tanto para matar quanto

 

para morrer, neste País. É tamanha a falta de amor, a disposição das vidas

 

em geral, a capacidade que cada um tem (estou generalizando mesmo!) de

 

dispor do direito de decidir, de anular, de machucar, matar e morrer, que

 

diante desse quadro grotesco e horrendo, eu agradeço de maneira

 

extremamente egoísta o fato de não ter sido com um dos meus; pedi e

 

peço a Deus que ilumine os dias e noites desta família, cujo sofrimento eu

 

sequer posso imaginar, mas principalmente, rogo aos governantes que se

 

posicionem; que ajam de acordo com as leis em vigor, que busquem, cacem,

 

vasculhem mas acima de tudo que vivam este drama tão sofrido como se

 

fosse com um dos deles. Quem sabe assim, nós ainda tenhamos uma

 

chance, uma única chance, de nos orgulhar!

 

Escrito por Cris às 11h40
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"...Sob a tinta da caneta,

a urgência da alma em se expressar,

e a cobrança bruta dos sentimentos,

qualquer papel

desde que em branco...

vira presa fácil!



Qualquer papel!..."

 

 

Escrito por Cris às 06h24
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Esse  meu poema

veio justamente  no momento,

 

em que o meu olhar entendeu o sinal

 

usado pelo  silêncio como argumento,

 

contra tudo o que me impediram de ser. 

 

 

**

 

 

“Noite..”   ( aqui começa o poema!)

 

Arrebata essa minha alma orvalhada...

 

Escrito por Cris às 16h10
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....Afinal...

 

Não passo de uma (tola) lua azulada,

 

Brilhando intensamente, acompanhando estrelas!

 

Sou o meu sonho!

 

Sou uma delicada cortina de seda colorida

 

Cheia dos desenhos que ilustram, iludem

 

e ocultam a luz da vida.

 

E isso dá-se....(ou deu-se)

 

Justamente porque eu nunca quis ser estrela nenhuma.

 

Tornei-me, mais e mais, apenas isto, e mais nada!

 

Um restinho de poema, na gaveta; a última estrofe, guardada

 

O pó com que o meu pensamento

 

Homenageia o que ainda está por ser escrito...

 

*

Escrito por Cris às 16h00
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”...Emoções...

mágoas...

amor ...

e saudades

borbulham e (es)correm com raiva, pelas minhas veias...

Se corto meus pulsos,

sangrom palavras...

.........
......
.....
....

...

..

.

.

.
Quem sabe assim, eu consiga escrever um bom poema...!”

 

Escrito por Cris às 14h03
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Despudoradamente nua,


a flor da poesia, pura


exposta em pétalas


e perfume, seca lenta


e cruelmente


esquecida ora aos carinhos do sol,

 

 ora, sob o brilho triste e espelhado da lua,


na ausência e na música, doloridas e tristes

 

que ficam e que permanecem,


tão absolutamente tuas!

*

Escrito por Cris às 13h18
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“É minha, a sede que te seca os lábios..."

 

 

E deixa nos meus olhos, as cores dos teus,


na minha boca os teus sabores, tão meus,


e faz do meu ritmo o teu descompasso,


das tuas emoções, sonhos que eu mesma traço.


(E num tumulto louco, que bobagem...)

 

 Nas minhas veias, teu sangue corre acelerado,


e minha pele torna-se o desenho do teu arrepio, descontrolado

 

(eterna tatuagem).


E cada linha, cada relevo do meu corpo, mostra a marca


do teu toque, dos teus sinais, tu inteiro!


E os meus humores todos, misturados ao teu cheiro,


sabem que eu te sei e tu, quando chegas, (pres)sente e adivinha,


essa essência tua, entranhada assim, na espera minha.


Escrito por Cris às 12h39

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