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Digo não, mas lá de dentro ecoa um sim, Tudo em mim está em perfeita contradição. Sou a canção começando pelo fim, O estopim com o qual acendo a escuridão. Sou guardiã deste nada de onde eu vim, Um folhetim não escrito pela mão, sou clarão incontido no nanquim e o latim desgastado do sermão. Sou o senão em sinônimo de assim, sou enfim, o meu sim dizendo não. Nem sei se sou de fato ou sou de vento.
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Não sei como usar tintas, nem aquarelas, ou óleos, pincéis ou cavaletes bonitos. Só tenho as palavras, sorrisos e lágrimas como ferramentas e essas mãos singelas, de onde escorrem algumas frases e gemidos com os quais me atrevo a pintar minhas telas. Não brotam dos meus dedos, belas paisagens, retratos fiéis, ou simples abstratos. Saem sim, pedaços de mim e da minha alma, colados às cores com que pinto as letras que às vezes dizem tudo e outras, nada! Apenas bobagens.... Imensas saudades... Como se fossem hemorragias, em temas e versos..... [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] *
....Mais que uma simples Lua,
...era um farol que iluminava a noite abafada e fecunda, e conduzia os navegantes, em procuras constantes, mesmo os mais errantes, para qualquer praia...clara, em busca de paz, profunda. Mais que um Sol, era um astro que lançava seus raios imaginários, ainda que quentes, amarelos e lendários em alvos ora perdidos,
ora completamente dirigidos.....
...
(cont...) [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
"Era o amor! Só o amor...."
ainda que seus raios não refletissem, em resposta. Era necessário iluminar, ele insistia:
ainda que não restasse mais nada à sua volta;
E ele sorria,
sonhando sentir em sua áurea, passo a passo, o calor do sol, sobre a lua, iluminando um coração em desatino. E ela sabia,
como todas as Luas e pseudo-Luas um dia saberão: que o amor é uma dádiva; e que o destino, esse sábio senhor, sincronizador do tempo e do espaço,
ainda faria com que ambos se olhassem, com a devida atenção. [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
"....Minha alegria não é o oposto da dor.
É só a intermitência dela....."
* Escrito por Cris às 07h05 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
"Ama-me como à uma dama, Mas deixa que eu permaneça profana, Tento ser a que te desatina!
E neste meu poema intimidado, Em que a acidez da minha poesia, Vem! Deita do meu lado...."
* Escrito por Cris às 06h47 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
Nesse momento, o encanto se quebra dentro dessa arritmia de palavras! A interna e falsa promessa..
que o verso desconversa... e cala nos desejos dos corpos, sem pressa. A total falta da rima na sintaxe desordenada;
a métrica irregular e perdida, que adormece entre os poemas, encantada.. Escrito por Cris às 07h37 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
(cont..).........O que fomos nessa poesia?
O fim de uma estrofe que ajoelha e implora mais uma linha à terminar; para não se sentir tão ímpar noutro soneto que definha sem par. Um título no poema, sem concordância, no topo; e sem ponto inicial! O rascunho de um encontro, do qual só se conhece o final. Escrito por Cris às 07h36[ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
Um brinde*... Sou eu: pálida... É ele: vinho: tinto... Enchendo a taça ácida... do mais inebriante instinto. Sou eu: sede... (e verto, indiscreta). É ele: brinde. (não resiste e interpreta...) Sou eu: rubra... É ele: místico. Ambos numa úmida mistura... Do sabor mais cítrico. Sou eu: escandalosa... E ele: silencioso. Num tilintar que afoga... No mesmo instante, o mesmo gozo! Escrito por Cris às 07h14 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
...Sou aquela que seduz a lua, pra que me ilumine enquanto danço, nua, mas que nunca, numa destas noites, ... permita eu me apaixonar!... (Imagina!...rs*)... [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] ...Sou a que canta na tua rua, Ao cobrir-me da verdade mais crua, E ao despir-me para te conquistar.
Que te alivia a dor, e (por que não?) te tonteia, Que te droga e doma, por te desejar.
Passo a ser abrigo e assim como num encantamento, Posso atar-te em sítio, ou te libertar.... [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] ...Mas... Se esbravejas, ao gritar meu nome Enfim, se te consomes de raiva, ou fome Te encosto num canto; te domo de novo
Te faço refém! Te agarro na praia Te engulo no lago... por baixo da saia. Te pego... Te escrevo em meus veios Desnudo meus seios Te dobro os joelhos (faço delirar!)... [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] ....Sou também o dia que te pede o canto, Sou, na noite, o manto, a espantar teu frio. Sou a brisa leve que te sopra o rosto, Te alimenta com o gosto, do adorável cio.
E, se for preciso, a que te levanta. Que adivinha os sonhos, te alimenta o vício Que te dá o início, a que te acalanta.
Mas, antes, te laço pra recomeçar!... [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
....Meu poder confunde o distinto moço? (que se joga ao poço pra me decifrar)? Sou mulher, - bem sabes! Puro sentimento Mistério que o vento
não há de revelar.
E ouve a minha melodia sempre a te guiar. Me vira do avesso a alma ao som de um bolero, me acalma que é essa a mulher que com maestria Sai pela vida afora, à te homenagear. [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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