Tudo o que eu sinto... - UOL Blog
Tudo o que eu sinto...


...E então eu me calei.

 

 Não como os covardes que se calam por lhes faltarem argumentos.


 E não chorei Não ... Não ... Eu não me permitiria tamanha fraqueza.


Calei-me como se cala uma criança pequena.


Mas calei devagar, pensei e pensei ...


 Não foi um silêncio agressivo...


Foi pura vontade de fechar todas as portas,

 

 E apagar todas as luzes! Jogar fora as chaves .


Espantar os pássaros do telhado.


Tudo culpa do meu desconsolo.


Acho que não quero falar disso também.


Por um instante eu quis gritar...

 

Bem alto!


Acordar os preguiçosos, gritar até adormecer.


Talvez dormindo eu encontrasse abrigo.


Um abrigo em meio à cobertores e a desordem de sonhos interrompidos.

 


 

”Noites tão frias não deveriam existir quando a chama interior insiste

 

em apagar ...”

 

 



Escrito por Cris às 12h50
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


 

*

Dá-me a tua mão e guia-me no escuro?

 

Conta-me uma história de fadas e encantamentos,

 

 para que eu, como criança no teu colo me esconda,

 

sorva estes teus momentos

 

e na tua mão adormeça?

 

Faz com que os fantasmas se afastem e a escuridão não exista?

 

Seja o meu sol  até que amanheça?"

 

Vem...

 

"Me reconquista....?

 

 

*



Escrito por Cris às 12h32
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


“...A única flor

 

que enfeita

o nosso amor,

 nossos segredos

 

e desejos,

é a que no meu corpo

se abre,

sob seus dedos,

boca e beijos...”

 

*

 

...E pelas curvas da  minha pele correm gotas de suor enquanto o amor se

 

entranha

 

pelos nossos corpos. Somos incansáveis quando o desejo invade as nossas

 

veias; suspiramos de cansaço mas o prazer nos recompensa.

 

Somos diferentes dos outros ....e só nós sabemos porquê...!

 *



Escrito por Cris às 08h54
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Ah! Essas mãos que se rendem aos meus apelos


despenteiam os  meus cabelos


deslizando pelos meios,

 

dos meus seios,


 emaranhando-se noutros pêlos...

 

 

Essas mãos que me escorregam pelas costas,


e me apertam as coxas postas.


Mãos que se movimentam, indecentes;


sobem-me pelos joelhos em direção ao ventre.

 


Essas mãos que me percorrem confiantes


numa promessa de invasões constantes.


E dessa precisão com a qual me tocam as suas mãos


e sem pressa, molham-se  nos meus vãos...

 

É que meu sexo se rende a tua chama

 

e goza...


Entre os lençóis da minha cama,

 

e a tua prosa.

 



Escrito por Cris às 13h18
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Enfim...

Assim se fez o cio

E se desfez o fio,

Pairando e ficando na memória

O fim...

O desfecho frio

da estória.

 

E no pó do caminho,

E do carinho furtado,

Nunca recebido...

 

Fica o amargo gosto,

Da flecha certeira

Que perpassa os nossos passos, os rumos

Ultrapassa os nossos laços, os sumos,

Atropelando, de qualquer maneira!

 

Fica a sensibilidade louca,

Da realidade crua,

Minha e sua;

Que nos fez

Errar as trilhas...

Naufragar nas ilhas...

Desistir de nós.

 

 



Escrito por Cris às 22h30
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


 

Cada vez que você vem e se arrisca,


Inspira minha escrita e rabisca


um gesto do verso que me conquista...



Cada vez que você se atreve,


despe minha rima e prefere

 

minha pele feminina que cede,

 

e pede, que seu sexo me espere...



Cada vez que você ousa,


rouba mel da minha seiva e pousa


no gosto doce da minha boca.



Cada vez que você me provoca,


roça meus pêlos com os dedos,


se apóia em minhas costas


e dobra meus joelhos...



Cada vez que você me escuta,


aguça meu desejo e eu me  lambuzo


 pulso no seu gozo; abuso


e começo tudo de novo.

 

 

*

 

Sandra Regina de Souza.



Escrito por Cris às 08h19
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


 

Eu,

por fora,

trago o sabor doce de outrora;


por dentro,

uma saudade grande que me devora.



Por fora,

comemoro muito a vida;



por dentro,

sou veia, artéria cheia, obstruída.



Por fora,

um banquete farto sobre a mesa;



por dentro,

essa fogueira, ardendo no peito, acesa.



por fora,

a poesia que (co) move, cheia de cor;



por dentro,

o verso que se suicida, por amor!

 



Escrito por Cris às 21h41
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Desaguando,

Lavando e levando,

O desgosto à controvérsia

Emergem as lágrimas,

 Até mesmo de um coração em inércia.


E um ar tímido, meio sem jeito

Vira dor dentro do peito,

Precipitando palavras que ecoam

 Transformam, transmutam e magoam. 

 *

E é quando a emoção se levanta

 e sente-se a força viva da palavra dita.

Que vem a dúvida que canta:

É assim que a vida grita?


É! Repleta de sonhos e pesadelo!

Que se traduzem em cada emoção vivida;

E em pleno ar deságuam, viram gelo,

E se condensam formando palavras

Que brincam soltas no papel feito despedida.

*

Que nascem dos sonhos que se evaporam, dispersos..

E ecoam de novo, tornam-se audíveis.

Transformando, das formas mais incríveis,

As tais lágrimas em enriquecidos versos.

 



Escrito por Cris às 10h01
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


 

Espere dentro,

eterno tema;

Enquanto tremo,

quente...

incendeio...

E gero cada verso, permanente

...do poema...

*

E sua resposta vem num sorriso puro,

enquanto a brasa perfumada e rubra

queima lentamente no escuro...

*

Com o colchão sob meu corpo,

seu peso às minhas costas

e o pecado no meio...

*

E por não precisar de certezas,

não tenho mais dúvidas:

amo!

 



Escrito por Cris às 07h18
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


 

Uma poesia nada mais é...

Que uma folha em branco, que aguarda...

O fluir das letras, as idéias e o nascer do tema;

A saudade que mesmo quando tarda,

Vem, transborda; traduz-se no poema.

Sem um café ao fim da tarde,

   Falta um “oi” que me resguarde,

  Da ilusão que nestes dias...

 Me leva sem fazer alarde,

  Prá fora deste papel que me mata,

   Desta saudade que me aparta,

    De ti, relatada em poesias.

Ouça, saudade de todos os meus dias:

 Mata-me em fantasias,

    Afoga-me, pois mais nada sinto;

    Apenas a pena do papel no sonho que some,

    Longo e vazio; ácido feito vinho tinto,

    Louca paixão, que sequer me mata a fome.

    E assim vagueio pelas noites,

    Das quais te escrevo estas linhas.

    Louco papel sem nome,

Longas horas de açoites.

Loucas saudades, as minhas..

   Estas que me consomem.

 



Escrito por Cris às 06h41
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 
Histórico


Votação
Dê uma nota para
meu blog



Outros sites
 .:Confissões não confessas:.
 .:pap-pel-de-papel:.
 .:Ainda eu...:.
 .:Saindo da Matrix:.
 .:Barefootblog:.
 .:Ainda Eu - Política e Humor:.
 .:Palavras ao vento:.
 .:SUAVIDAD:.
 .:Fê_Notável:.
 .:Venturas e Desventuras...:.
 .:Queixo-me às rosas:.
 .:Quase poema:.
 .:Néctar da Flor:.
 .:Encontros com Vagner Fabbri:.
 .:Saída de Emergência:.
 .:Todos os dias...:.
 .:Barefoot:.
 .:Blog do Portanova:.
 .:Amor...Desbragado amor:.
 .:Porque eu gosto é de rosas...
 .:A palavra certa:.
 .:Casa dos corações inquietos:.
 .:Momentos são...iguais aqueles:.
 .:Sinceras Mentiras:.
 .:Meus instantes, meus momentos:.
 .:Palavras com Asas:.
 .:Bar da Ruiva...:.
 .:Mistureba:.
 .:Brinquedo de mulher:.
 .:Ácido poético:.
 .:Georgia Aegerter:.
 .:Cantinho da Majoli:.
 .:Mulher Convergente:.
 .:Fenixando:.
 .:Bar da Ruiva II:.
 :.Blog da Timel:.
 .:Instantes:.
 .:Flavia, vivendo em coma:.
 .:Encontros com Vagner Fabbri II:.
 .:Maria Claudete:.
 .:Mais que palavras:.
 .:Essencial e feminina:.
 :.Pensamentos e histórias:.
 .:Lady Sophia:.
 .:Twitter do Portanova:.
 .:Blog do Portanova no site da StudioFM:.
 .:O segundo cantinho da Majoli:.
 .:Contos e Devaneios:.