"....Em noites de lua cheia,

 

Quando a escuridão se impõe, a saudade aperta e o vento chora,

 

Tudo que há de calmo em mim,

 

Se deteriora....

 

Evapora....

 

E vai embora!"

 

 

*

Escrito por Cris às 08h13

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Em noites de lua cheia,

 

Eu oscilo doida, desvairada e sem jeito,


Coração desata no peito,

 

Carne queimando, em ardências,


Um desejo de correr e de ficar...


Uma fome, enorme de urgências!

 


E como uma poesia, escorregadia,


Esperando um descuido da atenção.


Existo eu, aflita, tão afoita


Trocando meu reino de pseudo certezas


Por qualquer bocadinho de razão.



Em noites de lua cheia,

 

Vem a saudade; a vontade do grito.

 

Garganta em punho; posição de ataque

 

À espera do choro; do conflito.

 


E vem as reações exageradas


Algumas descompensações fatais,


Versos afogados, lágrimas fartas, salgadas


Antecipando os finais.



(E essa insônia perpétua fazendo curvas nos cílios das minhas horas)

Escrito por Cris às 08h08
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"Eu, passarinho?”

 

 

Um trêmulo desassossego à princípio, fez-se pássaro entre os meus seios e

 

onde havia um abandonar de esperanças, fez-se um rascunho de

 

ninho. Nasceu-me nos braços uma discreta intranqüilidade

 

 gerada das faltas; das saudades; um ressentimento

 

 de um vazio novo que hesita. E eu, pequenina

 

entre  estas folhas deste  mesmo ninho,

 

 procuro sob asas o calor que guardei

 

e entendo, que o que mais sei

 

é a falta que sinto do calor

 

das  palmas,  das 

 

tuas mãos.

 

 

*

 

*

Escrito por Cris às 08h33
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"....e eu,  que só queria escrever sobre o que sinto,

 

 

sobre tudo o que eu sinto,

 

 

já não consigo ...

 

 

mais!"

 

****

**

*

Escrito por Cris às 10h13
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Sua mão treme insegura,

 

me segura,

 

aperta meu seio,


desliza para a cintura;


escorre pela coxa, pelo meio

 

entre as minhas pernas


e me procura...

 


Nas minhas costas,


o seu peito roça,


um coração dispara:


não importa qual...

 


Então, sem aviso,


tenho o que mais preciso:


na minha nuca, refazendo a trilha


sua boca vibra,


eu me arrepio..


e a vida brilha!

*

Escrito por Cris às 09h50
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Há alguma coisa nele que despe minhas vergonhas, afugenta meus pudores,

 

que desenterra as minhas vontades; há algo que me permite, me autoriza,

 

 me incita. Nele sou uma redução do comum ao simples, cru, nu, essencial.

 

 Com ele sou sem máscaras, sem alegorias, fantasias ou adereços; sem

 

camuflagem. Nele posso ser lama, dama, drama, cama e verdade, ainda

 

 que torta, feia, ainda que abjeta. Nele posso mostrar do que me envergonho,

 

o que dói, o que é chaga. E ele não ri, a ele não repugna, não enoja, não

 

diverte. Pelo contrário: ele até lambe as minhas feridas. Lambe minha boca,

 

minha vulva e minhas feridas.

 

*

Escrito por Cris às 09h12
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Deixe, por favor, que minha ira
Seja a mais feroz
E a mais selvagem!
Que te abomine
E te espante.
Que transborde pelos olhos,
Que segregue pelos poros,
E faça tremer o corpo,
E faça tramar revanches,
E se desfaça por si.
Deixe que minha ira
Seja sincera...

Deixe também que minha paz
Traduza-se em tons pastéis,
E saiba ser mansa,
De preguiça crepuscular.
Deixe que me sele nos olhos
A placidez de calmas imagens,
E flutue no silêncio
Das horas sem pressa.
Deixe que minha paz
Seja sincera...

Deixe ainda que minha angústia
Faça sombras e escureça,
Que seja a mais amarga e lúgubre,
Que fulmine,
Extermine,
E, contudo,
A mim não mate,
Para não haver 
O benefício do repouso.
Deixe que minha angústia
Seja sincera...

Deixe essa minha alegria
Ser sonora, barulhenta,,
Piegas e quase vulgar.
Que abuse de risos
E esqueça do cérebro.
Que faça barulho
E se vista de festa,
Deixe minha alegria
Pensar ser eterna.
E cante, dance, lateje,
Sem resistências.
Deixe que minha alegria
Seja sincera.

 
Deixe que minha loucura
Ameace a ordem pública,
E possa transcender e transgredir,
E possa te agradar e te agredir,
Espantar, apontar, desapontar.
Despontar de repente,
Em disritmia crescente,
Súbita contradição
De medida e de paixão.
Deixe que fale em superlativos
E pinte cores berrantes.
Deixe que minha loucura
Seja sincera...

Quanto ao amor...
Deixo que ele se cale!
Que me convença e que te exale.

Seja exato e justo. E como eu espero...

Que antes, durante e depois...
... Seja sncero!

Escrito por Cris às 06h32
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O vento e as pétalas me tocam...

 

E eu trago tantos poemas de amor na pele, tão à flor da pele, que só a

 

minha pele não

 

chega, não é suficiente e tenho de escrevê-los na tua.

 

 Tenho tanta paixão dentro do corpo

 

que o meu corpo não a comporta porque é só um corpo.

 

Por isso eu a derramo no teu,

 

dividindo-a por dois."

 

Por nós dois....

*

Escrito por Cris às 13h58
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“Sua voz tem o sabor exato do seu beijo e seu beijo é macio como a sua pele...

 

Sua pele tem a luz que tem nos seus olhos; e os seus olhos?

 

Ah! Esses seus olhos tem o cheiro do seu corpo. 

 

E o seu corpo tem o som da sua voz....

 

 Pensar em você, apenas pensar,

 

 não faz nenhum sentido.

 

Não satisfaz!

 

Percebe?”

**

*

Escrito por Cris às 12h54
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