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É como se a pergunta respondesse... E o ventre da resposta perguntasse... É como não se ouvisse e compreendesse... O mínimo sinal que lhe faltasse... É como se arranhasse e não ferisse... E anulasse tudo o que sentisse... É como se dos poros se parisse... A alma em cada gota que suasse... E o gosto fosse o gosto de um só gosto... E o fogo não soubesse de qual rosto... E sem que se pedisse, se virasse... E recostada na parede se erguesse... Uma mão que sua coxa agarrasse.....
(continua...) Escrito por Cris às 08h27 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
E a outra ao seu pescoço pertencesse... E o beijo noutra boca deslizasse... E a língua dentro dela se perdesse... E enquanto ela subisse, a mão descesse... E a boca nesse beijo se molhasse... E o beijo nessa boca mais bebesse... E o que não fosse beijo se encostasse... E a boca mais ainda recebesse... E o beijo no pescoço assemelhasse... Da boca que pulsasse e que gemesse... E o mais só sussurrando, sussurrasse... E sem que se dormisse, mais sonhasse... E sem que só sonhasse, muito amasse... E quanto mais se amasse, mais vivesse!
** Escrito por Cris às 08h26[ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
"...E eu disse à ele: só o que eu tenho pra te dar é colo! E todo o amor que transborda em mim....
Até que nada mais doa em você, assim..." ...E ele deitou-se ao meu lado, com os dedos deslizando pela pele das minhas
costas, abrindo fendas e poros, tecendo caminhos, amanhecendo rimas.
esperando o beijo....
Escrito por Cris às 10h47 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
"...Existem palavras que perfuram a carne!
Sem dó; sem auto piedade.
E então, apunhale com ela o próprio peito, Num golpe único, exato e perfeito,
Evitando assim, que o amor morra em vão!
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E ela abusou do sentimento, chamando por diversas vezes o nome dele como quem diz: “meu amor”.
Vontade de dedilhar num violão aquele sorriso até encontrar o melhor dos adjetivos. (Num desses momentos que esmagam e apagam antigas tristezas) Eles, durante o dia, inteiros; na noite, intensos; na madrugada, nus, puros: e o experienciar de todas aquelas emoções sem títulos, nomes ou fim..
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Fico quieta, ouvindo das músicas que ouvíamos juntos, e uma saudade chega mansa e aperta meu coração numa dorzinha boa, sabe? Aquela falta de alguma coisa, alguém ou algum lugar que você não conhece? E ainda este solo de violão: instrumento dos mais solitários que conheço e que quando faz um solo, assola meu coração num mergulho longe, fundo, num desconhecido tão familiar, profundo.. Aquela solidãozinha que me faz cruzar os braços de olhos fechados pra abraçar a mim mesma. Sem tristeza. Só saudade. Aquela nostalgia, a falta fria, de colo. Daquele colo. O corpo todo reagindo , sob o efeito da harmonia. Um monte de coisas borbulhando por dentro. E os olhos fechados visualizando as notas numa partitura dançante. Tudo é movimento e entrega. E eu caso tão perfeitamente com a música, que quase me transformo num instrumento. Porque algumas músicas, tiram nossa alma pra dançar. "...E nestes momentos, para te sentir, basta que eu me toque..." [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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