
Pouco importam os caminhos por onde me leva a poesia.
Se desabrocha numa página em branco, ou em pele macia.
Seja ela, construção arquitetada ou estilhaços de versos,
Pouco me importam os seus processos.
O que importa é que ela nasça!
Que floresça!!
Seja flor!
Germine num túmulo frio,
onde jazem anseios...
...Ou sangue,
que corre quente,
sob a pele dos bicos,
dos seios.
*
Escrito por Cris às 19h41
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"..... Tento a compostura através do vidro dos copos e sinto que enrubesceria,
tivesse eu alguns anos menos, mas consigo esconder os rios frios em minhas
mãos que suam debaixo da toalha. Há nisso tudo uma delicadeza de estréia,
uma solenidade de primeira página a ser escrita, um novo prefácio de uma nova
historia com um gosto irreproduzível de início que dá-se entre talheres
e copos...
Entre a tua boca e a minha...
Entre os teus olhos e os meus."
*
Escrito por Cris às 10h07
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Meu verbo não cala!
E exala,
num perfume de cio,
o rubro fio
que denuncia,
o romper do dia,
afiando as lâminas,
em fatias de um mundo,
insano, e profundo.
E então a alma com a noite se reveza
e salta num tropel,
a caneta retesa,
desvirgina o momento.
E como se fosse o tempo,
engravida o papel.
A idéia nasce...
O branco do papel fenece...
A noite jaz...
E o poema se faz...!
Escrito por Cris às 21h48
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Existe ...
um mar de versos
que nos une.
Uma ponte de desejos
reprimidos.
Uma lágrima doída
feita de sal.
Um beijo camuflado
em cada rima.
Lacunas de céu azul
e de ternura.
Marés de sonho bom
e de aventura.
Um tempo jamais
ultrapassado.
Um corpo nunca antes
desvendado.
Um medo grande de não haver depois,
A arte de saber amar somente,
Ainda que amando consciente,
De que talvez um só de nós ame por dois.
Escrito por Cris às 15h35
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"....Teu sexo é rio, de águas claras...
É estrada alumiada...
É caminho sem fim!
Inventário para bocas tristes,
teu sexo,
(re)acende e recende à pétalas apagadas e
perdidas.
Mas perde-se feito precipício, escorregadio e escuro,
quando mergulha fundo,
enquanto funde-se aos meus ossos; à minha vida...!"
Escrito por Cris às 07h15
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Um olhar que pede bis... Denunciando um severo intelecto:
Diabólico!
Louco! Manso! Senhor dos modos secretos sabe bem o que quer vir ver. Olhar pousado como sobre um livro: o seu preferido, disponível e à mão. Olhar de repouso sobre a cabeceira da cama sob a luz como em um set. Claro ou escuro, não tateia. Busca.
Acha. Não está preso a nada. Mas se demora entende-se com o tempo. Um olhar coerente que incendeia vestidos incandesce corpos inibe perfumes reproduz-se em telas. Não se perde em trilhas. Se desiste de atalhos, persegue pistas fareja (r)astros pinta.
Sente
o que nem
vê.
Escrito por Cris às 07h15
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***
Contornei pedras, Arrumei esperas.
Alinhei descaminhos, Atingi segredo.
Desfiei o incolor das horas... Seus mistérios.
Até compreender Aquela cor de coisa nenhuma.
Afinal, sou um espiral.
Aspirante...
Em vôo livre.
Minha queda desejada..
Uma poesia Provocando penhascos.
A qualquer altura da vida...
Sua cor tingindo meus olhos... Um verdadeiro milagre!
****
Escrito por Cris às 06h47
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“...E foi preciso que eu estivesse com a alma aberta pra poder assimilar o que
pudesse doer ou fazer rir.
E lembrasse da criatividade que quase sempre, oferece diversas mil outras
possibilidades.
Foi preciso que eu soubesse ainda seduzir, pra poder falar de coisas sérias sem
nenhuma sensualidade.
Foi preciso, mais do que qualquer coisa, que eu me achasse merecedora da
alegria e do amor que estavam disponíveis alí, à minha espera.
Porque ser feliz é um eterno aprendizado...”
*
Escrito por Cris às 16h39
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E é dessa saudade danada...
Solta, feito passarada...
Aqui, dentro do meu peito!
Que eu faço desse amor, revoada...
E lembrando-me da infância passada...
Choro até sentir a alma lavada....
Essa falta que não tem mais jeito!
*
Saudade, pai!
Muita....
*
Escrito por Cris às 15h30
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[http://04021c3560d0c90306.comunidade.uolk.uol.com.br/2007_08/topic2007_08-10_17_09_57-3929349.html]
Olá, Cris ! Seu blog foi selecionado como um dos legais do UOL. Parabéns!
Copie o código que você encontra no site acima.
*
PS: Putzzzzzzzzzzzzzzz....rs*!
Escrito por Cris às 21h30
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“.....quando ele se foi, não se despediram;
juntando silenciosamente um punhado de coisas ele saiu enquanto ela fingia
que dormia o mais profundo dos sonos.
Seu corpo ainda estava quente e nu. Sua doçura permanecia
adormecida; ela viu quando ele deixou uma carta, uma despedida;
e sentiu o quanto sua alma estava deserta...
E ela sequer quis olhá-lo fechando a porta para
não ser promovida ao mais completo desespero....”
(.....”mas sabe que sua alma irá morar na dele com toda a intensidade,
até que essa casa se expanda e vire um país, uma cidade”)
Escrito por Cris às 09h17
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