
Meus seios
perdem-se nos teus meios
e, na secreta intimidade da tua busca
comprazem-se sob o jugo absoluto dos teus dentes.
Indiferentes
aos sobressaltos do peito,
meus seios fazem-se calmaria no teu leito,
porto e remanso, para receber teu cansaço.
Fazem-se laço.
Frutas maduras para saciar tua urgência.
(Pura indecência...).
E no íntimo lascivo
da branda intranquilidade do desejo nesta entrega derradeira,
tu te confessas cativo...
E eu, resgato-me, inteira...
*
Escrito por Cris às 09h55
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