O mais inquietante...
Não foi querer o impossível...
Nem tentar alcançar o possível! Algo me retinha. Possivelmente todo o meu esforço
Em sobreviver,
Em me manter a de sempre...
Só me levava para bem longe de mim...
Fez-me acreditar no que não existia...
Ser leal ao que não havia...
Conduzindo-me a situações que acentuaram:
A insatisfação vivida...
O aconchego querido...
A esperança perdida! Tudo o que tentei encontrar,
Para esconder esse vazio.
Para disfarçar a apatia pura,
Conduzindo-me ao desespero...
Quase à uma espécie de loucura. Que me dizia: Pára de procurar o que não existe...
Pára de querer o inatingível...
Pára e sente...
Mas sente!
E só então... A clausura cessou...
A borboleta voou...
Leve, ao sabor dos ventos...
Guiada pelos raios de sol...
Pelo brilho da lua...
Pelos melhores momentos...
Pra onde um novo bem querer apontou...
Em direção ao horizonte...
Numa evolução crua...
Numa caminhada só sua...
Sem rota marcada...
Escrito por Cris às 23h26
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