Tudo o que eu sinto... - UOL Blog
Tudo o que eu sinto...


 

"Menos pela cicatriz deixada, uma ferida antiga mede-se mais exatamente pela dor que provocou, e para sempre perdeu-se no momento em que cessou de doer, embora lateje louca nos dias de chuva"

(CFA)

 

Sobrou tanto em mim, depois de você...

Das  coisas  que dividimos,  sobrou  esse  amor  nascido às pressas,  meio às

avessas. A nossa falta de compromisso para com o mundo lá fora. Um excesso

tão confortável de promessas e a falta de coragem prá ir embora...Sobraram os

 desejos que ainda me escorrem, mornos, pelos cantos dos lábios e pelo centro

das pernas...E dessas vontades eternas, sobrou o seu gosto de mel, na minha

boca....Seu  toque fiel, na minha alma! O cheiro e  o sabor  dos  nossos corpos

suados, quando juntos...O final sempre  sensual  dos nossos assuntos...Seus

 gemidos, nos meus ouvidos...A ternura do toque  dos  seus lábios, nos meus

seios.  O  rastro  úmido e morno da sua  saliva,  na minha  virilha. Tantos e

todos os devaneios.O odor seco do nosso vinho preferido.Sobrou a falta do seu

toque, deliciosamente atrevido! Sobrou enfim, a falta do nosso sexo, tão sem

nexo.   Das  alegrias  idas  nas  suas bagagens, sobraram tantas bobagens...

E  sobrou   tudo   aqui   dentro....Tudo o que vivemos...O que nos dissemos!  

As   vontades  de  ir  ao  seu encontro...De rir de nossos risos...De  beijar os  

nossos beijos... De  gozar  no  seu  gozo! De  grudar minhas mãos nas nossas

 incoerências e derramar o  meu ciúme...Sobrou no meu nariz, o odor adocicado

das essências  do seu perfume. Sobrou a sua  pele sob a minha língua ! Sobrou

 o  meu  corpo,  agora à  míngua! A necessidade  de ouvir seus passos entrando

 pela  casa.  Sobrou  o vício  de  arrumarmos a mesa, juntos. De partilharmos a

mesma música, nos finais dos  nossos rituais. Das minhas reclamações e  dos  

seus agradecimentos... Sobraram tantos sentimentos....

Aliás, sobraram todos!

Principalmente esse, que é amor ...E que você

não me ensinou o que fazer com ele, na sua falta...



Escrito por Cris às 14h29
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“...Amor é síntese!

 

É uma integração de dados.


Não há que tirar nem pôr


Não me corte em fatias...


Ninguém consegue abraçar um pedaço


Me envolva todo em seus braços


E eu serei o perfeito amor..”.



*Mario Quintana*

 

 

 

 

 

 

"...Lá do fundo do meu peito, brota e cresce assim sem jeito, uma poesia

 

pequenina.....Que nasce das  sortes  que tenho... Conta  das  dores  que

 

sinto e cresce num soluço profundo...Que  vem  e  atravessa essa inércia

 

que  paralisa  meus passos,  anestesia  a minha língua, deságua no meu

 

mundo, mostrando-me que  no fundo, eu sou a mais pura controvérsia...

 

...Me agita! E é quando percebo, aflita...

 

Que não me entrego em doses restritas!

 

Sou feita de emoções benditas...

 

Sou o inverso da calma.

 

E aí,  tudo o que há em mim, fervilha; tudo aqui dentro, explode. A falta de

 

rima  pula  do  estômago  e mergulha  dalí  pra  fora,  através  das frestas 

 

infiéis  da  minha boca...E, suicida, sobrevive como pode... É quando tento 

 

ser mar pra te encantar e seduzir, vestindo águas salgadas..Ou ser sol, pra

 

 te iluminar com  meus  olhos  nos momentos mágicos de olhar pros seus...

 

Ser estrela e brilhar sem culpas....Apenas brilhar!  Ser a lua, em toda a sua

 

feminilidade..Tento ser a noite, pra cobrir o dia, como meu corpo te cobriria,

 

cheio de desejos dos cheiros, próprios...

 

E vem então, um desmoronamento doce....

 

Uma carência de paz, serena....

 

A expectativa de uma esperança, por mínima que fosse...

 

Que me fortalecesse, na minha fragilidade....

 

E me fizesse grande, ainda que tão pequena..."

 

 



Escrito por Cris às 10h36
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 Ele veio de repente...

Chegou com a madrugada,

Assim, como quem não quer nada...

Assim, como quem sabe o que sente.

Passo manso e olhos sérios...

Veio cheio de mistérios.

Primeiro observou...

Depois ele a cercou.

E brindando os seus encantos...

Prometeu-lhe o fim dos prantos.

E abrindo-se num sorriso...

Mergulhou nos sonhos dela...

E etéreo como era...

Flutuou ao som da chuva...

Sussurrou em sua nuca...

E arrepiando sua pele..

Aninhou-se em seus lençóis.

Beijou-lhe a boca trêmula...

Tocou os seus anseios...

Lambeu-lhe os bicos dos seios.

E deitando a cabeça em seu colo...

Ousou-lhe a língua entre as pernas...

Sentiu-lhe o mais doce dos gostos.

E arrancando-lhe o mais longo gemido...

Cumpriu o que o amor exigia:

Pousou-lhe o peso no corpo...

Bebeu-lhe a saliva da boca...

E enquanto ele a possuía...

Mostrou-lhe toda a paixão...

Que ela até então...

Jurava que já conhecia!

 



Escrito por Cris às 08h30
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