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"Menos pela cicatriz deixada, uma ferida antiga mede-se mais exatamente pela dor que provocou, e para sempre perdeu-se no momento em que cessou de doer, embora lateje louca nos dias de chuva" (CFA)
Sobrou tanto em mim, depois de você... Das coisas que dividimos, sobrou esse amor nascido às pressas, meio às avessas. A nossa falta de compromisso para com o mundo lá fora. Um excesso tão confortável de promessas e a falta de coragem prá ir embora...Sobraram os desejos que ainda me escorrem, mornos, pelos cantos dos lábios e pelo centro das pernas...E dessas vontades eternas, sobrou o seu gosto de mel, na minha boca....Seu toque fiel, na minha alma! O cheiro e o sabor dos nossos corpos suados, quando juntos...O final sempre sensual dos nossos assuntos...Seus gemidos, nos meus ouvidos...A ternura do toque dos seus lábios, nos meus seios. O rastro úmido e morno da sua saliva, na minha virilha. Tantos e todos os devaneios.O odor seco do nosso vinho preferido.Sobrou a falta do seu toque, deliciosamente atrevido! Sobrou enfim, a falta do nosso sexo, tão sem nexo. Das alegrias idas nas suas bagagens, sobraram tantas bobagens... E sobrou tudo aqui dentro....Tudo o que vivemos...O que nos dissemos! As vontades de ir ao seu encontro...De rir de nossos risos...De beijar os nossos beijos... De gozar no seu gozo! De grudar minhas mãos nas nossas incoerências e derramar o meu ciúme...Sobrou no meu nariz, o odor adocicado das essências do seu perfume. Sobrou a sua pele sob a minha língua ! Sobrou o meu corpo, agora à míngua! A necessidade de ouvir seus passos entrando pela casa. Sobrou o vício de arrumarmos a mesa, juntos. De partilharmos a mesma música, nos finais dos nossos rituais. Das minhas reclamações e dos seus agradecimentos... Sobraram tantos sentimentos.... Aliás, sobraram todos! Principalmente esse, que é amor ...E que você não me ensinou o que fazer com ele, na sua falta... [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
“...Amor é síntese! É uma integração de dados.
"...Lá do fundo do meu peito, brota e cresce assim sem jeito, uma poesia
pequenina.....Que nasce das sortes que tenho... Conta das dores que sinto e cresce num soluço profundo...Que vem e atravessa essa inércia que paralisa meus passos, anestesia a minha língua, deságua no meu mundo, mostrando-me que no fundo, eu sou a mais pura controvérsia... ...Me agita! E é quando percebo, aflita... Que não me entrego em doses restritas! Sou feita de emoções benditas... Sou o inverso da calma. E aí, tudo o que há em mim, fervilha; tudo aqui dentro, explode. A falta de rima pula do estômago e mergulha dalí pra fora, através das frestas infiéis da minha boca...E, suicida, sobrevive como pode... É quando tento ser mar pra te encantar e seduzir, vestindo águas salgadas..Ou ser sol, pra te iluminar com meus olhos nos momentos mágicos de olhar pros seus... Ser estrela e brilhar sem culpas....Apenas brilhar! Ser a lua, em toda a sua feminilidade..Tento ser a noite, pra cobrir o dia, como meu corpo te cobriria,
cheio de desejos dos cheiros, próprios... E vem então, um desmoronamento doce.... Uma carência de paz, serena....
A expectativa de uma esperança, por mínima que fosse... Que me fortalecesse, na minha fragilidade.... E me fizesse grande, ainda que tão pequena..."
[ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Ele veio de repente... Chegou com a madrugada, Assim, como quem não quer nada... Assim, como quem sabe o que sente. Passo manso e olhos sérios... Veio cheio de mistérios. Primeiro observou... Depois ele a cercou. E brindando os seus encantos... Prometeu-lhe o fim dos prantos. E abrindo-se num sorriso... Mergulhou nos sonhos dela... E etéreo como era... Flutuou ao som da chuva... Sussurrou em sua nuca... E arrepiando sua pele.. Aninhou-se em seus lençóis. Beijou-lhe a boca trêmula... Tocou os seus anseios... Lambeu-lhe os bicos dos seios. E deitando a cabeça em seu colo... Ousou-lhe a língua entre as pernas... Sentiu-lhe o mais doce dos gostos. E arrancando-lhe o mais longo gemido... Cumpriu o que o amor exigia: Pousou-lhe o peso no corpo... Bebeu-lhe a saliva da boca... E enquanto ele a possuía... Mostrou-lhe toda a paixão... Que ela até então... Jurava que já conhecia! Escrito por Cris às 08h30 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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