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No meu peito brisas são rosas cálidas
Escrito por Cris às 11h48 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
O único espaço ao qual realmente pertenço é este, entre tuas mãos, que me envolvem contra o teu peito. Não tem jeito...Nos teus lábios que me recebem com todos os sorrisos. Ou serão risos?.... Não importa... Vem você e esta boca que não se comporta...Que me trinca quando me beija e me faz perder o medo de arriscar, jogando-me pro alto, em busca das descobertas dos sentidos que vivem e habitam lugares onde não quero mais deixar de estar. E é neste seu olhar tão reto e tão doce que eu me aqueço por onde quer que eu me guie, quando a vontade de você é mais forte do que a necessidade de partir. E é nele que eu fico sem culpas, apesar da certeza de que deveria ir.... Amar assim é um sentir enlouquecido... Quase perdido em meio a passos miúdos. Uma dor fina que me alegra, mas me abate com a distância. Não há constância...Não há pesadelos nem tremores, neste amor...Apenas os da saudade, que me molha os olhos e me alonga os cílios em busca de tua imagem. Qual é a vantagem? É a insistência do teu sorriso em minha mente...A permanência da quentura e da urgência da tua boca em minhas entranhas... Um querer profundo, feito o brilho cego de uma lâmina que corta meus instintos...Um arrepio que chacoalha meu coração, enquanto tua língua tatua teus gemidos por todo o meu ser! E eu me pergunto: o que fazer? Então, eu me apego às lembranças felizes e na vontade do tempo urgir. Rápido e veloz... Os meus olhos em seus retratos pontuam minha melancolia acabando por mostrar-me quem você é: todo o pouco (ou muito) que representa. E a dor vai passando..Vai ficando para trás, tal qual as águas de um moinho. Seu nome ilumina meus olhos... São como diamantes e estrelas na minha vida. Eu te busco em todo o canto, em cada recanto de minhas recordações. E sorrio! E lamento...E expiro emoção, feito vento morno que sai do peito e que desvia rio...E acredito nas voltas dadas pelo mundo... E na certeza de você na minha cama, no meu corpo, na minha vida. Por todo o sempre... Amém! * Escrito por Cris às 16h09 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
Eu queria muito ser uma estrela... Assim, feito tantas outras, no céu de uma noite negra e infinita, prá não sentir essa saudade devorando minhas entranhas. Afinal, eu seria apenas mais uma, igual a todas as outras absolutamente tão desconhecidas e irreconhecíveis. Quem sabe então, eu pudesse ser compreendida. E meu mundo não seria esse breu... E minha música não seria tão triste...Assim, como que chorando pelo amor, que morreu! Hoje, passei o dia pensando numa maneira de entender a vida. Não numa maneira de entender a mim...Não! Até porque isso às vezes parece nem ter importância, diante do berro de angústia que explode no meu peito. Mas queria entender você! Queria mergulhar dentro dos seus “eus”, todos e te reencontrar entre eles. Resgatar momentos nossos e ver passarinhos onde caem pingos dessa chuva que congela tudo, clareando a incompreensão de um, pelo universo do outro. O amor é mágico...O amor é medo e é dor. E por conta disso, eu queria encontrar e puxar a ponta deste fio que nos separa e deixar correr solto entre meus dedos, o novelo que enrola as nossas vidas e, me esquecer em você...Tenho andado em praias solitárias nas quais os meus dias se tornaram e nos minutos em que piso na areia, sinto cada cascalho deste vazio que machuca e sangra meus pés. As lembranças que chegam em ondas, respingam desiludidas nas frias pedras da minha realidade num lamento sofrido de quem chama o amor de volta....E ele não vem. Minha casa hoje não tem flores. Nem tem mais jardim...As luzes se apagaram e eu já não me lembro mais do seu perfume. Estou perdida! Sem chão...Sem calor..Sem janelas. Só choro, tentando encostar meu corpo e me aconchegar neste vazio e no desânimo da minha entrega. E então me corta o peito uma dor fina, branca e fria como uma adaga que entra na minha carne deixando um buraco por onde vazam todas aquelas promessas não feitas e por isso, não cumpridas. A minha vida vem e cobra sua presença e é violenta a minha dor ao sentir que tuas risadas viraram ecos, ressoando dentro das minhas veias, formando teias que se espalham e entopem os meus espaços interiores, impedindo-me de sentir. Anestesiando tudo. E insiste a saudade.... De sentir-me uma ilha onde só você habita... Apesar, Escrito por Cris às 15h03 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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