Tudo o que eu sinto... - UOL Blog
Tudo o que eu sinto...


 

 

 

E é como se a minha pergunta respondesse...

O que o ventre da sua resposta perguntasse...

É  como se eu te ouvisse e compreendesse...

E  te entendesse caso coragem lhe faltasse...

É  como  se  me arranhasse  e  não ferisse...

E  anulasse  tudo o  mais que  eu  sentisse...

Assim como se um dos seus poros parisse...

Minha alma em cada gota que suasse...

É como  se a sua língua me  provasse...

E o gosto  fosse o gosto de um só gosto...

E o fogo  não soubesse em qual rosto...

Esse rubor fosse desejo e avermelhasse...

E sem que me pedisse, eu me virasse...

E recostando na parede eu me abrisse...

Com sua mão a minha coxa agarrasse...

E a outra ao meu pescoço pertencesse...

E o seu beijo em minha boca deslizasse...

E a sua língua dentro dela se perdesse...

E enquanto ela subisse a mão descesse...

E a sua mão a minha coxa invadisse...

E o joelho entre minhas pernas entrasse...

E dentro delas o seu corpo se encaixasse

E o meu beijo o seu desejo acendesse...

E tudo o que não fosse beijo se anulasse...

Enquanto a boca mais ainda se entregasse...

E o toque no pescoço se assemelhasse...

À boca que pulsasse e que gemesse...

E o mais só sussurrando, sussurrasse...

E sem que se dormisse, mais sonhasse...

E sem que só sonhasse, muito amasse...

E quanto mais se amasse, mais vivesse!

 



Escrito por Cris às 09h53
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“A boca deste homem vem e me cobre.

Sacia meus lábios, busca minha essência e me desbrava.

Lambe os meus delírios...

Ajusta-se à mansidão dos meus rios,

 amando-me...

Muito mais do que eu esperava”.

 

Prova das minhas viagens  (comigo) e volta. Vai do meu fim ao meu começo,recriando-me em flor, adereço e purpurina...Mulher, dama, cama, drama,  senhora e menina.  Em amor, enfim... Homem que começa e termina entre meus campos mais floridos e meus caminhos mais ousados. Flutua sobre meus sorrisos desajeitados; meus gemidos barulhentos, infantis e desafinados.. Autoriza meus atrevimentos. Homem que não diz o que quer ou a que veio. Dissesse, e eu me entregaria... Toda!  Inteira...Daria as minhas forças. Daria meus suspiros mais íntimos e inquietos... Daria os aromas que o corpo espera e os sussurros  que o desejo implora. Daria as minhas fantasias, nas quais ele preenche o meu tempo, meu colo, os meus seios e a minha cama, nas minhas noites vazias. Mas não! Ele não diz: ele toma! Ele explora...E é urgente. Indecente. É completamente incoerente. Chega, acomoda-se  entre as minhas pernas e é bailando a alma sobre a minha intimidade que, com a maior naturalidade,  exige a minha essência na sua. E abusa das mãos a me despentear, a me alisar e a me descobrir. Sua boca me chama por nomes vulgares ( mas tão poéticos..) e, depois de  horas vividas sem nenhuma pressa dentro das minhas carnes e da minha boca, eu entendo  sem uma palavra ou qualquer promessa, a certeza de que este seu gosto há de ficar em meus lábios, perpetuado. Seu calor, na minha pele. Seu cheiro no meu olfato e este amor desatinado, na minha alma, prá sempre

 

 



Escrito por Cris às 09h39
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...."Solta a branda voz de quem já conteve o próprio desassossego. Põe limites ao medo, guardando-me contigo neste peito que já cicatrizou tantas dores... Tanto desapego.  Porque qualquer coisa em você sobrevoa, sobressai, sobrepõe-se e sobrevive à pequenez do comum nos homens. És tão maior...Tão intenso...E nem desconfias.
E gostar-te tanto quanto gosto  é ver-te assim...
...imenso!”

 

E que a partir deste instante essa força que vem de você caia sobre mim feito vento, intenso e forte... Que seja meu norte e abrace o meu corpo, inteiro...Que alimente esta labareda que traça o seu roteiro no meu peito e que o calor provocado por ela aqueça esse meu coração que até então, vem sendo alimentado por qualquer sentimento derradeiro. Completamente desencantado. Que esse vento faça aflorar em mim a nítida lembrança das nossas melhores noites e dos meus melhores sonhos e que eu me desfaça dos longos silêncios que tornaram meus dias mornos, vazios e enfadonhos... Que eu flutue ao sabor desse vento, acariciada pelo sopro morno da sua boca, urgente e carente de novos e doces sentimentos... Que o tardio reflexo dos momentos de felicidade (em meu corpo e em minha alma),  acalente minha saudade... Que o vento (que vem de você...) restaure a minha essência...E que seja em breve...

Que você me chame...

Que me espere...

E que este mesmo vento, me leve!

 



Escrito por Cris às 09h41
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Não a culpe  pela doçura que ela perdeu! Pelas lágrimas que não derrama mais

ou pelo sorriso limpo que secou nos cantos daqueles lábios que amaram tanto.

Nem deve acusá-la pelo gelo em que se transformou. Não! Você não pode! Até

porque  não entendeu, da última vez em que ela se entregou, o quanto estava

 inteira. Como fora verdadeira! Você não percebeu que a metamorfose pela qual

ela  passou em  suas mãos, agiu sobre a crença naquele amor, como que num

diálogo  infinito de almas. Os olhos brilhavam muito, sempre. Mesmo enquanto

semi  cerrados, naqueles momentos em que  ficava  absorta e mergulhada nas

suas palavras e pensamentos. E era pleno o sorriso que ela exibia. O jeito meigo

e  manso...A  fé na vida que  trazia. Ela toda, enfim, reluzia!  Mas o que  dizer 

daquele dia tão pesado que ela ainda carrega consigo nos olhos e daquela noite

turva  que não finda nunca, incluindo esse vazio que hoje ela é e que formou-se

depois de tudo isso? Depois que você, tão despreocupadamente, deixou naquele

quarto tudo o que  ela possuía de mais sagrado e entregou-lhe! Não...Não pode

culpá-la. Não você...Talvez  ela  acredite  nesse  amor, ainda...Talvez,  naquele

 momento,  ela esperasse mais...Talvez até ela ainda o carregasse muito inteiro

 e perfeito dentro  dela. Talvez ela  ainda fosse sua; mais sua que dela mesma, 

como sempre fora e  seu sangue  corresse mais nas suas veias, que nas dela.

Quem sabe  ela e apenas ela  entendesse aquela  força que vinha de dentro de

você  e  que  a livrava  de  quaisquer constrangimentos. Talvez ao seu lado ela

tenha  podido  ser verdadeira sob sua coragem e proteção, que a libertavam de

todos  os  medos e de  todas  as vergonhas.. Talvez neste seu colo, ela  tenha

podido mostrar quem era e onde realmente lhe doía. Mas, talvez ela não tenha

 tido tanta  coragem  de gritar e conteve-se,  esperando... Talvez, se ela tivesse

descido do  salto, lançado um berro alto, levantado a saia, ou cobrado atenção

exigindo  o cuidado e  a clareza que sua boca  nunca  expressara... Se tivesse

permitido  que você a olhasse de frente, talvez tivesse acreditado naqueles

olhos; talvez  isso tivesse  sido suficiente.  E, quem  sabe  agora, ela ainda

 estivesse inteira..

 

 



Escrito por Cris às 09h08
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