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E é como se a minha pergunta respondesse... O que o ventre da sua resposta perguntasse... É como se eu te ouvisse e compreendesse... E te entendesse caso coragem lhe faltasse... É como se me arranhasse e não ferisse... E anulasse tudo o mais que eu sentisse... Assim como se um dos seus poros parisse... Minha alma em cada gota que suasse... É como se a sua língua me provasse... E o gosto fosse o gosto de um só gosto... E o fogo não soubesse em qual rosto... Esse rubor fosse desejo e avermelhasse... E sem que me pedisse, eu me virasse... E recostando na parede eu me abrisse... Com sua mão a minha coxa agarrasse... E a outra ao meu pescoço pertencesse... E o seu beijo em minha boca deslizasse... E a sua língua dentro dela se perdesse... E enquanto ela subisse a mão descesse... E a sua mão a minha coxa invadisse... E o joelho entre minhas pernas entrasse... E dentro delas o seu corpo se encaixasse E o meu beijo o seu desejo acendesse... E tudo o que não fosse beijo se anulasse... Enquanto a boca mais ainda se entregasse... E o toque no pescoço se assemelhasse... À boca que pulsasse e que gemesse... E o mais só sussurrando, sussurrasse... E sem que se dormisse, mais sonhasse... E sem que só sonhasse, muito amasse... E quanto mais se amasse, mais vivesse! [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
“A boca deste homem vem e me cobre. Sacia meus lábios, busca minha essência e me desbrava. Lambe os meus delírios... Ajusta-se à mansidão dos meus rios, amando-me... Muito mais do que eu esperava”.
Prova das minhas viagens (comigo) e volta. Vai do meu fim ao meu começo,recriando-me em flor, adereço e purpurina...Mulher, dama, cama, drama, senhora e menina. Em amor, enfim... Homem que começa e termina entre meus campos mais floridos e meus caminhos mais ousados. Flutua sobre meus sorrisos desajeitados; meus gemidos barulhentos, infantis e desafinados.. Autoriza meus atrevimentos. Homem que não diz o que quer ou a que veio. Dissesse, e eu me entregaria... Toda! Inteira...Daria as minhas forças. Daria meus suspiros mais íntimos e inquietos... Daria os aromas que o corpo espera e os sussurros que o desejo implora. Daria as minhas fantasias, nas quais ele preenche o meu tempo, meu colo, os meus seios e a minha cama, nas minhas noites vazias. Mas não! Ele não diz: ele toma! Ele explora...E é urgente. Indecente. É completamente incoerente. Chega, acomoda-se entre as minhas pernas e é bailando a alma sobre a minha intimidade que, com a maior naturalidade, exige a minha essência na sua. E abusa das mãos a me despentear, a me alisar e a me descobrir. Sua boca me chama por nomes vulgares ( mas tão poéticos..) e, depois de horas vividas sem nenhuma pressa dentro das minhas carnes e da minha boca, eu entendo sem uma palavra ou qualquer promessa, a certeza de que este seu gosto há de ficar em meus lábios, perpetuado. Seu calor, na minha pele. Seu cheiro no meu olfato e este amor desatinado, na minha alma, prá sempre Escrito por Cris às 09h39 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
...."Solta a branda voz de quem já conteve o próprio desassossego. Põe limites ao medo, guardando-me contigo neste peito que já cicatrizou tantas dores... Tanto desapego. Porque qualquer coisa em você sobrevoa, sobressai, sobrepõe-se e sobrevive à pequenez do comum nos homens. És tão maior...Tão intenso...E nem desconfias.
E que a partir deste instante essa força que vem de você caia sobre mim feito vento, intenso e forte... Que seja meu norte e abrace o meu corpo, inteiro...Que alimente esta labareda que traça o seu roteiro no meu peito e que o calor provocado por ela aqueça esse meu coração que até então, vem sendo alimentado por qualquer sentimento derradeiro. Completamente desencantado. Que esse vento faça aflorar em mim a nítida lembrança das nossas melhores noites e dos meus melhores sonhos e que eu me desfaça dos longos silêncios que tornaram meus dias mornos, vazios e enfadonhos... Que eu flutue ao sabor desse vento, acariciada pelo sopro morno da sua boca, urgente e carente de novos e doces sentimentos... Que o tardio reflexo dos momentos de felicidade (em meu corpo e em minha alma), acalente minha saudade... Que o vento (que vem de você...) restaure a minha essência...E que seja em breve... Que você me chame... Que me espere... E que este mesmo vento, me leve! Escrito por Cris às 09h41 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Não a culpe pela doçura que ela perdeu! Pelas lágrimas que não derrama mais ou pelo sorriso limpo que secou nos cantos daqueles lábios que amaram tanto. Nem deve acusá-la pelo gelo em que se transformou. Não! Você não pode! Até porque não entendeu, da última vez em que ela se entregou, o quanto estava inteira. Como fora verdadeira! Você não percebeu que a metamorfose pela qual ela passou em suas mãos, agiu sobre a crença naquele amor, como que num diálogo infinito de almas. Os olhos brilhavam muito, sempre. Mesmo enquanto semi cerrados, naqueles momentos em que ficava absorta e mergulhada nas suas palavras e pensamentos. E era pleno o sorriso que ela exibia. O jeito meigo e manso...A fé na vida que trazia. Ela toda, enfim, reluzia! Mas o que dizer daquele dia tão pesado que ela ainda carrega consigo nos olhos e daquela noite turva que não finda nunca, incluindo esse vazio que hoje ela é e que formou-se depois de tudo isso? Depois que você, tão despreocupadamente, deixou naquele quarto tudo o que ela possuía de mais sagrado e entregou-lhe! Não...Não pode culpá-la. Não você...Talvez ela acredite nesse amor, ainda...Talvez, naquele momento, ela esperasse mais...Talvez até ela ainda o carregasse muito inteiro e perfeito dentro dela. Talvez ela ainda fosse sua; mais sua que dela mesma, como sempre fora e seu sangue corresse mais nas suas veias, que nas dela. Quem sabe ela e apenas ela entendesse aquela força que vinha de dentro de você e que a livrava de quaisquer constrangimentos. Talvez ao seu lado ela tenha podido ser verdadeira sob sua coragem e proteção, que a libertavam de todos os medos e de todas as vergonhas.. Talvez neste seu colo, ela tenha podido mostrar quem era e onde realmente lhe doía. Mas, talvez ela não tenha tido tanta coragem de gritar e conteve-se, esperando... Talvez, se ela tivesse descido do salto, lançado um berro alto, levantado a saia, ou cobrado atenção exigindo o cuidado e a clareza que sua boca nunca expressara... Se tivesse permitido que você a olhasse de frente, talvez tivesse acreditado naqueles olhos; talvez isso tivesse sido suficiente. E, quem sabe agora, ela ainda estivesse inteira..
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