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Caminhe do meu lado por estas estradas que me levam nem sei bem para onde. Acompanhe-me sempre bem de perto e guie-me por este nevoeiro que não se dissipa.. Nunca! Afaste com o teu sorriso as nuvens que escondem o sol... Transforme, com uma simples caricia em meu rosto as lágrimas que caem, em chuva miudinha, daquelas que mata a sede da natureza e deixa tudo mais verde, com mais esperança, sabe? Com cheiro de primavera! Olhe-me nos olhos e, com o brilho do teu olhar, pinte os tons do arco-íris e faz de tudo o que nos rodeia um quadro de mil e uma cores. Segure a minha mão. Vem... E leve- me contigo para um sonho teu. Devolva-me a magia perdida e faz-me nascer de novo para a poesia da vida..Entrelace teus dedos nos meus e aperte-os com força. Não permita que a esperança escape por entre os meus dedos, deixando de novo minhas mãos frias e vazias... Dê-me a tua mão... Invente um sonho para mim e prenda-me num abraço eterno e infinito onde eu possa finalmente descansar... E sonhar! Guie meus pensamentos para o mundo mágico das emoções e, nele, segure-me em teus braços numa dança suave feita dos mais doces sons e sob os mais variados tons, embale-me na melodia de uma canção há muito esquecida, que teima em trazer saudade. Percorra comigo o caminho da razão sem razão, da lógica sem lógica; mas dos sentidos cheios de sentidos. Desnude o meu sentir, a minha dor, a minha alma..Tente me entender sempre e complete-me para que num instante, eu encontre o meu caminho... Porque só no encontro das almas e na troca de carinhos é que a vida se torna vida... E se faz! "Dê-me a tua mão e arranque com ela esta agonia que eu levo no peito, porque só deste jeito eu poderei tocar tua alma...." Escrito por Cris às 09h31 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
.......Deita-se ao meu lado, suado e ofegante enquanto eu fecho os olhos
por um instante, a face direita colada em seu peito e nossa respiração que é o único som perceptível no quarto, agora mergulhado no mais absoluto silêncio. Um restinho tênue de sol invade tudo num filete de luz de um tom alaranjado, desses de fim de tarde, atravessa as cortinas e penetra pelo vão da janela, clareia, estampa e ilumina nossos corpos nus, abraçados, cansados e entregues. Quero abrir os olhos. Espero alguns segundos, retardando esse prazer ao imaginar o que eles irão encontrar. Mas eu sei...Irão enxergar um homem que é um rio e suas margens e que em cuja extensão, profundidade e saciedade eu nasço, morro e ressuscito mil vezes, no final de cada ato...De amor! Um homem sem nenhum recato. Sem o menor pudor. Abro os olhos e bem dentro do seu olhar, vejo uma certeza da qual eu ainda não desfruto. Mas, apesar de tudo e em poucos segundos, sou capaz de entender todos os mistérios da alma desse homem; decifrar todos os enigmas e impregnar-me da sua mais absoluta essência e completude. E é justamente aí, que dentro do meu corpo alguma coisa muito única dói. Quase corrói! Vem e preenche tudo; emociona e ameaça romper-se, espremendo todos os sentimentos do mundo dentro do meu peito, provocando uma emoção que nasce e se agiganta e que tentando escalar minha garganta, enternece meu coração permitindo que um sorriso incoerente brote dos cantos úmidos da minha boca. Assim, feito planta inocente. E ele me olha, diretamente, enquanto eu, toda sem jeito, leio em seu rosto uma felicidade tão simples, branca e tão sem fim, assim como o meu seio, que se aquieta agora, cativo e satisfeito, sob sua mão. E deitado entre as minhas pernas, ele me observa seguro e bem lá no fundo dos meus olhos como se diante de si estivesse a sua maior obra de arte: uma mulher plena, absoluta, indelével, realizada e definitivamente feliz...
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