* “Que do amor que eu sinto, nunca brotem mágoas. E se assim for, que não ameacem esse amor. E se ameaçarem, que a dor não venha selvagem ou feroz. Que não se torne nosso algoz. Que mesmo transbordando através das lágrimas que rolam das meninas ansiosas dos nossos olhos, não se esparrame mais do que o necessário. Que me respeite mesmo fazendo sombras as suas sombras e que a mim não mate para que não se constate o benefício do repouso para essa minha alma, que é tão sua. Que a minha saudade não ameace a calma ou o nosso direito de ir e vir; que consiga transcender e transgredir. Agradar sem agredir! Espantar e apontar; mas nunca desapontar. Que ela chame a sua atenção, despontando de repente, numa disritmia crescente, na mais completa contradição de emoções e de paixão. Que ela fale por adjetivos e que se tinja das cores mais gritantes. Que faça com que minha paz se sobressaia, colorida e traduzida, em tons pastéis. E que essa paz saiba ser mansa e brilhar feito o crepúsculo em final de tarde de outono. Que flutue no silêncio das horas, que passam por mim agora, sem pressa alguma. Que a minha alegria seja sonora e barulhenta. Daquela que acalenta, caçoando e abusando dos risos. Que faça barulho e que se disfarce de festa. Que acredite ser (e que seja) eterna. Que cante, dance assim, sem resistências. Agora, quanto ao amor...Quanto a esse amor que cresceu tão perfeito dentro do meu peito, que eu não permita que ele se cale! Que eu consiga que ele me proteja; que me convença e que não se exale. Que essa distância não nos abale e que ele seja exato e justo. Digno e merecedor. E como eu espero, antes, durante e depois... Prá nós dois,... Que ele sobreviva... Absolutamente sincero!” *E assim, será!
Escrito por Cris às 20h39
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...E então eu me calei. Não como os infelizes que se calam por lhes faltarem argumentos. Também não chorei; eu não me permitiria tamanha fraqueza. Mas calei-me como se cala uma criança pequena. Calei-me devagar. E Pensei... Muito! E não num silêncio agressivo...Ou passivo. Não! Foi pela mais pura vontade de fechar todas as portas, apagar todas as luzes, jogar fora as chaves e espantar os pássaros do telhado (tudo culpa do meu desassossego, eu sei...). Eu quis gritar, por um instante...Bem alto! Acordar os preguiçosos. Gritar até adormecer porque quem sabe dormindo eu encontrasse abrigo. Um abrigo em meio a cobertores e a desordem de sonhos interrompidos dentre os quais eu venho desde muito tempo garimpando a tão sonhada felicidade, acreditando tratar-se de uma garota cheia de “penduricalhos” nas orelhas e nos pulsos; dona de uma alma voluntariosa e sentadinha de pernas cruzadas, escandalosamente maquiada, inteiramente disponível e, à nossa espera. Mas não...A felicidade é observadora! É uma multidão inteira, de sorriso largo e maroto com olhos brilhantes e tão quietos que se falassem, diriam palavras simples, medidas e poucas, daquelas que nem precisam ser ditas, sabe? Quando o corpo simplesmente se expressa sem mistérios? Sem freios? Assim... Ela é clara como deve ser. Verdadeira como é. Inimiga das horas e presente na vida da gente por prazer não por escolha. Ela vem! Não precisa ser chamada. Tem rosto de anjo, atitudes celestiais e provoca na pele aquele calor liquefeito; aquele suor satisfeito que dispara o peito e tira da gente, o ar. Sim, ela existe. E eu a aguardo com a mesma calma que ela me trará. Porque sei que ela virá.... Enquanto isso as dores vão se curando, o coração vai cicatrizando, o corpo se fortalecendo... A alma vai voltando a ser menina... E a cabeça, uma mulher!
Escrito por Cris às 19h41
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