Tudo o que eu sinto... - UOL Blog
Tudo o que eu sinto...


"...Eu confesso que desconhecia essa energia que estabeleceu-se entre o amor e eu...

Não sabia que era capaz de amar com tamanha entrega até que as estrelas desceram dos céus e deitaram-se comigo. Nem sabia o quanto te queria até que meu maior desejo passou a ser a realização das suas fantasias perfiladas em fios finos e expostas como uma pintura em moldura de cuidados e zelos, emaranhados em meus cabelos. Não entendia essa magia de amar que refez um mundo de esperanças e expectativas, nos passos que eu caminho agora, rumo a mim mesma. Não entendia que quando você falava comigo,  sua voz varria o pó do meu caminho transformando tudo em pétalas de flores e luz. Não sabia que te amava tanto até que me peguei te buscando, completamente perdida entre os dedos da mão que  segura o tempo que passa por nós dois. E aí, quando eu entendi o quanto a minha vida anda repleta da sua ausência e, que a carência que sobrevoa e assombra cada noite que morre e cada dia que recomeça faz com que eu quebre todos os meus brinquedos. dá fim aos meus medos e eu reconheço que agora finalmente é chegada a nossa hora..."

 



Escrito por Cris às 17h10
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Ninguém pode cobrá-la pela doçura perdida...

Pela expressão distante, quase embrutecida...

Nem pela tristeza dolorida resultante da história que antecedeu aquele desfecho tão esperado, que não aconteceu. Pelas lágrimas que não derrama mais, ou pelo sorriso que morreu em seu rosto, desde o instante em que soube que ele não era mais seu. E ainda assim, ele pensa que pode acusá-la pelo gelo em que se transformou? Não! Ele não pode! Ninguém pode...Ou será que ele não percebeu o quanto ela se deu em sentimentos? Como confiou, esperou e entregou-lhe tudo antes mesmo de entender que aquela fatia de felicidade sequer poderia ser sua?  Que não lhe pertencia? Quem sabe se ele pedisse, ela tentasse ainda... Quem sabe, se ele quisesse, ela esperasse mais! Quem sabe ainda o carregasse inteiro e perfeito dentro do peito, afinal, ela era muito mais dele do que dela mesma. E disso também, ele sabia...Mas será que em algum momento, ele soube que ela passou para as suas mãos, naquele diálogo de almas, toda a esperança que ainda vivia dentro do seu coração e que havia sobrevivido à todas as tempestades? Será que ele olhou pra dentro daqueles olhos brilhantes e viu neles o sorriso pleno que ela carregava e, que se sorria, era por ele? Será que realmente se importava? Não...Ele nem olhou prá trás prá ver que aquele dia tão pesado que ela carrega como fardo ainda,  a noite fria que não finda e o vazio que hoje ela é, formaram-se depois que ele cansou-se de amá-la. Depois que  ele, despudoradamente, ignorou o que ela possuía de mais sagrado e entregou-lhe, sem titubear: a sua fé!  Não, ninguém pode culpá-la! Não por isso, afinal, ela perdeu junto com esse amor, o jeito meigo e a crença na vida, que trazia. A pureza com que ria. Mas se ele não a amava, que diferença isso fazia? Quem sabe ela não tenha tido coragem suficiente prá gritar e contendo-se, esperou por ele? Quem sabe se ela tivesse descido do salto, lançado um berro, alto, cobrando o cuidado que ela jurava que merecia ou pedindo a clareza que a certeza dele nunca expressou. Se tivesse exigido que ele lhe olhasse nos olhos e que acreditasse apenas nos seus olhos, talvez agora ela ainda estivesse inteira....

 

 



Escrito por Cris às 11h06
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