Tudo o que eu sinto!

Eu queria muito ser uma estrela... Assim, feito tantas outras, no céu de uma noite negra e infinita, prá não sentir essa saudade devorando minhas entranhas. Afinal, eu seria apenas mais uma, igual a todas as outras absolutamente tão desconhecidas e irreconhecíveis. Quem sabe então, eu pudesse ser compreendida. E meu mundo não seria esse breu... E minha música não seria tão triste...Assim, como que chorando pelo amor, que morreu! Hoje, passei o dia pensando numa maneira de entender a vida. Não numa maneira de entender a mim...Não! Até porque isso às vezes parece nem ter importância, diante do berro de angústia que explode no meu peito. Mas queria entender você! Queria mergulhar dentro dos seus “eus”, todos e te reencontrar entre eles. Resgatar momentos nossos e ver passarinhos onde caem pingos dessa chuva que congela tudo, clareando a incompreensão de um, pelo universo do outro. O amor é mágico...O amor é medo e é dor. E por conta disso, eu queria encontrar e puxar a ponta deste fio que nos separa e deixar correr solto entre meus dedos, o novelo que enrola as nossas vidas e, me esquecer em você...Tenho andado em praias solitárias nas quais os meus dias se tornaram e nos minutos em que piso na areia, sinto cada cascalho deste vazio que machuca e sangra meus pés. As lembranças que chegam em ondas, respingam desiludidas nas frias pedras da minha realidade num lamento sofrido de quem chama o amor de volta....E ele não vem. Minha casa hoje não tem flores. Nem tem mais jardim...As luzes se apagaram e eu já não me lembro mais do seu perfume. Estou perdida! Sem chão...Sem calor..Sem janelas. Só choro, tentando encostar meu corpo e me aconchegar neste vazio e no desânimo da minha entrega. E então me corta o peito uma dor fina, branca e fria como uma adaga que entra na minha carne deixando um buraco por onde vazam todas aquelas promessas não feitas e por isso, não cumpridas. A minha vida vem e cobra sua presença e é violenta a minha dor ao sentir que tuas risadas viraram ecos, ressoando dentro das minhas veias, formando teias que se espalham e entopem os meus espaços interiores, impedindo-me de sentir. Anestesiando tudo. E insiste a saudade....

De sentir-me uma ilha onde só você habita...
De saber-me tua e apenas tua...

Apesar,
...de saber-te teu e apenas teu.

 

:: Postado por Cris às 15h03
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"..Foi assim...

 

- Pára de rir, vai! Você só ri de mim...

- Mas eu não tô rindo de você... tô rindo prá você!

- Rio do que você fala.

- Dá no mesmo. Pára de rir...

- Você não gosta que eu ria?

- Não...Eu sinto medo!

- Medo?

-É!

- Eu me apaixono por quem sorri assim.

- Me apaixono por quem ri prá mim...

 

...ou era pra ter sido."

 

E o amor foi embora...Esvaiu-se, feito sangria. Escorreu, feito hemorragia. Feito  galho seco, solto precocemente do tronco, num dia cinza de outono. Fazia frio no dia da partida  daquele  amor  e  os ventos,  dentro  do meu peito,  batiam soltos ...bravios. Gelados e sem sono. Fazia frio no seu olhar castanho e miúdo e havia já a ausência inteira daquela primeira essência, que perfumou e coloriu tudo no primeiro toque e no primeiro olhar que trocamos. Naquele cheiro de pele e de hálitos mornos que se apresentavam entre sorrisos tímidos e beijos  cheios de todas as vontades.  E daquele  seu olhar afoito e tropeçado e que parecia não ter fim. Mas teve.. Hoje, não consigo mais escrever. Ando irritada. Zangada e triste. E a culpa é de uma dessas histórias que não têm como ser resolvidas.  Não há como.. Diluem-se, pura e simplesmente! Evaporam-se! Tornam-se apenas momentos, na vida.. E tudo o mais perde a importância diante do  que vai  sendo jogado fora... As palavras, hoje mudas, deixam-me assim... Mais carente... Introspectiva.  Como se fossem pássaros, sem  poder voar.  Pássaros feridos, quem sabe... Daí, sinto que elas precisam criar forma, sair do anonimato e voar novamente através dos sonhos... Por isso escrevo... Por isso me exponho... Por isso permito que minhas emoções passeiem nessa velocidade alucinante e ganhem forma explosiva... Incandescente... Sou assim... Sem medo ou vergonha de dizer “eu te amo...”.  E  sem  jogos  ou malicias, entrego-me às emoções... Sem amarras... Crio asas... Alço vôo... Viajo por entre  nuvens e estrelas, tocando a lua... Sou assim... Sou mulher, enfim... E com a saudade do que foi nosso, ficam o bem que nos fez e o mal que nos coube... As marcas, os atos e as palavras atravessadas...A insensatez! O grito que não dei e o último beijo que não tive.  E  a  verdade que não ouviste  porque nunca era o momento. E o tanto absurdo  de  sentimento,  no  medo  que existe  da saudade que  insiste  em  sobreviver  nos espaços que sobram na minha cama...Nos lençóis decentemente esticados...Na  camisola sobre a minha pele e acima de tudo, numa intimidade que parecia  absolutamente divinal, dentro de uma história que começou a ser escrita numa poesia rica em versos, rimas e vírgulas, essências e reticências, mas que acabou em mais um poema, daqueles, sem ponto final.

 

:: Postado por Cris às 22h21
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Descalça...

Um cheiro adocicado no ar, que não evapora...

Sua essência que não vai embora...

Das minhas pernas levemente esticadas..

Dos meus joelhos, afastados e sem jeito.

Tua presença continua neste quarto...

E eu, te sentindo no meu corpo...

Num dos momentos em que meu pé esfregava o outro, sobre as marcas da sua

presença vadia...

Enquanto minha camisa sorria, aberta sobre o meu peito.

Minhas emoções ainda em total descontrole!

Você, permanecendo depois da partida...

Sua mão, lisa, na minha coxa...

Revirando por completo, a minha vida.

Seu cabelo curto, negro e despenteado a roçar-me as virilhas...

O olhar, de um castanho-noite (quem sabe a nossa)...

Dentro do meu.

E na outra ponta da cama, eu.

E eu era toda paixão...

Toda entrega e coração, a saciar a minha (e a sua) fome...

E mergulhada na sua boca que sussurrava meu nome enquanto gemia sem

 perceber, eu mais parecia uma menina sem teto que nunca tinha recebido

afeto, ou sido presenteada com tamanho prazer ...

 

:: Postado por Cris às 08h11
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Tocando-lhe a face, ela desembrulhou aquela alma e ao sentir o calafrio que soprava de dentro do peito daquele homem, percebeu então, a sombra da proximidade da perda e, apesar do vento exageradamente frio, sentiu a necessidade de manter aquela alma desnuda. Desejou aquecê-la, ela mesma...Precisava disso. Ele por sua vez, sentiu-se tão nu diante daquele par de olhos que esperava por uma explicação que a convencesse daquele final de amor tão prematuro, que sua face corou diante dela. E foi justamente nesse momento que ele percebeu que o rubor era comum e que também a despia. Que a colocava nua diante de todos os critérios, os preconceitos, as hipocrisias, os conceitos e quaisquer sentimentos que a tivessem levado pra longe deles.
Ao notar-se despida, ela então debruçou sobre o peito dele e colocou sua face na direção daquela brisa gelada que vinha do fundo da alma daquele homem querendo entender-lhe todos os segredos e com isso embora sem se dar conta, brindava, mimava e acarinhava o corpo dele com o dela, cometendo ternuras no seu espírito e tripudiando seus receios apertando com os seios o peito daquele moço...
Ele lutou disfarçando lágrimas nos olhos e fingiu indiferença... Tirou seus olhos dos dela e olhou pro céu...Ignorou sua presença...Multiplicou estrelas...Assoprou algumas nuvens...Segurou ventos com as mãos...Flutuou...Pairou rente ao chão e engoliu os soluços para ver se o tempo passava. Não adiantava! Então, o moço acabou se deixando aquecer pelo carinho daquela moça e derreteu-se, fluindo pra dentro dela.
E a moça que era só tristeza, agora sorria e era toda alegria sentindo aquele moço tão esperado entregar-se, escorrendo-lhe através das palmas das mãos, na direção da sua vida...

 

 

 

 

:: Postado por Cris às 13h43
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Não parte agora, meu amor! Parte amanhã, por favor....! Só amanhã.

Não vá hoje, porque hoje não tenho as palavras certas...As feridas insistem

em sangrar abertas....E ainda restam tantas arestas....Não hoje, porque

hoje o silêncio está doendo na alma e como se não bastasse,  não estou

apropriadamente vestida.... Afinal,  é uma  despedida... E eu preciso também,

encontrar o jeito certo pra aceitá-la. Pra não me humilhar. Pra conseguir me

independer enfim, dos seus lábios rabiscando beijos e desenhando risadas em

mim.... Ou  dos seus dedos.  fazendo  paradas  na  minha  pele e nas  minhas

curvas.... Ou  da  sua respiração eriçando meus pêlos....É que  hoje está mais

dolorida a sua ausência e a falta da freqüência, das suas pernas enroscadas às

minhas. E hoje, eu precisaria também achar o tom certo pra pronunciar sem me

trair,  quando eu disser:...“Então adeus...Podes partir!” ..E definitivamente, não

estou pronta!..Até porque sinto que ficarão mil coisas por dizer...E por entender.

 E sei,  que  se por acaso partisses hoje, ver-me ia vestida de prantos...Longos,

barulhentos  e  farfalhantes prantos...Vermelho sangue,  nos trajes e choro, do

mais  dolorido na  alma....Porque eu saberia então, das ilusões perdidas... Dos

encantos quebrados. Dos desejos estilhaçados e da falta total de nós dois.

Hoje...Podes partir depois!...Pois já terá doído tudo! Ou quase tudo...E amanhã

ou  noutro dia qualquer, eu esperançosamente vestiria mesmo cores alegres e

roupas  coloridas. E esperar-te-ia onde sempre te esperei, ainda que sabendo o

que  dirias,  caso viesses! E que não virias! Mas hoje não..Que não é hora. Não

tenho  roupa adequada. Sequer estou preparada...E quero que seja, já que tem

mesmo que ser, tão bonita a nossa despedida, quanto foi a tua chegada.

 

 

 

:: Postado por Cris às 10h14
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Muito obrigada Claudia, pelo carinho de sempre,  por esse selo lindo que ganhei

de presente do seu blog, o essencialmentefeminina.zip.net e pelo destaque

que você deu ao tudooqueeusinto, nesta semana.

Um beijo grande e sucesso!

**

*

 

:: Postado por Cris às 15h26
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Vem! Deixa que eu te mostre que ainda sou eu e que

acredito sobretudo,  nem  tudo se perdeu...Encosta o  seu peito  aqui

bem  perto...Esqueça  se  estar  comigo é  errado ou  certo e  aconchegue seu

coração ao meu. Permita ser seu colo o meu abrigo; deixa que eu te sinta aqui

comigo e que eu  descubra  se  você  ainda  pensa em  mim ou se está melhor

assim. Deixa que te  conte do meu dia. Que te diga que andei triste. Que bebi e

que fumei. Que até namorar outro cara eu namorei. Que fiz travessuras e  que

em  cada  uma das minhas loucuras, morri um pouco. E que renasci a cada vez

que adormeci e consegui sonhar com você! Deixa eu te contar do que eu vi! Que

andei  feliz.  Senta aqui e traz pra mim sua presença. Deixa de tanta indiferença.

Faz  com que eu não sinta mais esse vazio que me dá, a falta dos seus abraços.

Ria, gargalhe. Dance nos meus passos. Deixa que eu sinta que estamos juntos

e  que  você continuará  me   protegendo  das  tempestades , do céu cinza que

me  amedronta  e  do mundo que me faz tremer quando desaba sobre nós dois.

Deixa  pra  brigar comigo depois, vai...  Deixa  eu  te cantar  uma canção antiga,

ainda que desafinada....Que eu brigue, xingue seus modos, fique enfezada.

Passe-me sermões....Atropele os meus “senões”.

Mas,  senta aqui. Vem...Não precisa dizer nada. Ouça eu te contar que você é a

minha bússola e meu abrigo. Meu melhor amigo. Meu prumo. Meu rumo e meu

porto-seguro. Deixa que eu te olhe sem falar e que mesmo fingindo não te

dar a atenção devida, eu  te  mostre  que ao sentar-se do meu lado, conseguirá

tocar  com  a  mão  esse  meu coração que ainda é puro quando te ouve até nos

 silêncios profundos da minha vida. Vem ser minha canção, meu ritmo. Meu bailar

mais íntimo. Seja o herói das minhas fantasias, meu guri, meu vilão. Meu

memorial  de  memórias. O teor das minhas histórias. O meu pedido de perdão! 

 Seja por fim, meu sim e meu não.

Seja  a minha  saudade,  dizendo  adeus e  indo embora.  Porém, escuta agora:

Eu sei que não falo muito sobre isso, mas você é por demais, especial. É o meu

todo e o meu tudo. Meu conteúdo. A alegria dos meus dias e a fé que acalma a

minha calma.  Pra mim você é, enfim, o que me traz sossego à alma.

 

:: Postado por Cris às 16h17
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E naqueles momentos em que nos amávamos, nosso cheiro intensificava-se...

Acontecia simplesmente! Assim, feito cheiro de fruto maduro. Daqueles cheiros

especiais que a fruta emana, quando devidamente pronta e sua polpa suculenta

é  exposta e mordida  nos seus pedaços mais doces. Um cheiro que fica debaixo

da língua  e no  meio das unhas. Que fica entranhado na alma e que permanece

pra contar, através do hálito e do toque, depois do amor. Cheiro de entrega sem

pressa.  Cheiro  de suores comuns. Cheiro de sereno em relva fresca. Cheiro de

dia  vindo estender-se sobre  a madrugada,  possuindo-a.  Cheiro de madrugada

entregando-se.  Cheiro seu, junto do meu. Dos sabores de pele que acentuados

pela  consistência  do vinho,  fundiam-se, tornando-se  etéreos de tão únicos  e

entregando-se, exalavam um cheiro que de tão particular enchia nossa cama de

carícias, beijos, magias, toques, malícias e mistérios, tornando-se inesquecíveis.

Um cheiro de todas as lembranças possíveis!

Quando você me olhava, sua áurea transbordava e, enroscando-se  na minha,

subia  pelas minhas  coxas, ousando e despindo-me; segurava-me pelas ancas,

rodopiava  meu corpo  com os olhos  grudados  nas minhas carnes,  arrepiando

tudo e  arrebatando-me  o  ar.  E, em  toda à nossa  volta,  nestes  momentos,

intensificavam-se os  aromas  de chuva tropical, de rio e mato, úmido e suado.

Cheiro  de  terra e sal,  água, suor, saliva e amor, vinho e mar...Tudo misturado.

Havia um pouco de cada emoção, cor e sabor, na mistura daquele cheiro:nossas

manhãs, as noites subseqüentes;  no  nosso  jeito  de  amar,  completamente

inconseqüente. Nosso presente seguido tão de perto pelo seu passado..

Era um cheiro tão puro...

Tão entranhado!

Cheiro de coisas prestes a morrer... E coisas enfim, começando a viver...

Esperanças sendo construídas...Outras, destruídas...

Eram cheiros de futuro...Coisas que ficaram por acontecer.

 E é justamente dessas últimas, que eu mais sinto falta.....

Porque de tudo o que nos coube, sobreviveu a saudade:

esse monstro que fica...

Sempre...

Quando o amor valeu à pena.

 

 

:: Postado por Cris às 10h24
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Meu carinho à você,  Paulo...E ao seu blog WWW.suavidad2.zip.net , pelo selo.

Muito obrigada pelo incentivo, carinho e torcida inclusive.

Beijo grande...

Muito amor...

E toda a paz do mundo!

 

:: Postado por Cris às 10h22
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"Menos pela cicatriz deixada, uma ferida antiga mede-se mais exatamente pela dor que provocou, e para sempre perdeu-se no momento em que cessou de doer, embora lateje louca nos dias de chuva"

(CFA)

 

Sobrou tanto em mim, depois de você...

Das  coisas  que dividimos,  sobrou  esse  amor  nascido às pressas,  meio às

avessas. A nossa falta de compromisso para com o mundo lá fora. Um excesso

tão confortável de promessas e a falta de coragem prá ir embora...Sobraram os

 desejos que ainda me escorrem, mornos, pelos cantos dos lábios e pelo centro

das pernas...E dessas vontades eternas, sobrou o seu gosto de mel, na minha

boca....Seu  toque fiel, na minha alma! O cheiro e  o sabor  dos  nossos corpos

suados, quando juntos...O final sempre  sensual  dos nossos assuntos...Seus

 gemidos, nos meus ouvidos...A ternura do toque  dos  seus lábios, nos meus

seios.  O  rastro  úmido e morno da sua  saliva,  na minha  virilha. Tantos e

todos os devaneios.O odor seco do nosso vinho preferido.Sobrou a falta do seu

toque, deliciosamente atrevido! Sobrou enfim, a falta do nosso sexo, tão sem

nexo.   Das  alegrias  idas  nas  suas bagagens, sobraram tantas bobagens...

E  sobrou   tudo   aqui   dentro....Tudo o que vivemos...O que nos dissemos!  

As   vontades  de  ir  ao  seu encontro...De rir de nossos risos...De  beijar os  

nossos beijos... De  gozar  no  seu  gozo! De  grudar minhas mãos nas nossas

 incoerências e derramar o  meu ciúme...Sobrou no meu nariz, o odor adocicado

das essências  do seu perfume. Sobrou a sua  pele sob a minha língua ! Sobrou

 o  meu  corpo,  agora à  míngua! A necessidade  de ouvir seus passos entrando

 pela  casa.  Sobrou  o vício  de  arrumarmos a mesa, juntos. De partilharmos a

mesma música, nos finais dos  nossos rituais. Das minhas reclamações e  dos  

seus agradecimentos... Sobraram tantos sentimentos....

Aliás, sobraram todos!

Principalmente esse, que é amor ...E que você

não me ensinou o que fazer com ele, na sua falta...

:: Postado por Cris às 14h29
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“...E eu que sempre  fui  de acreditar que estar pronta pra viver só e me bastar,

era  não  desejar  ou  precisar de nada,  além  de  um  bom  livro, um maço de

cigarros (e eu nem fumo...) e uma casinha, no meio do mato, com um cachorro

manso   que  me  avisasse   da  presença  de   quem  quer  que  fosse que  se

aproximasse na tentativa de me envolver, admito que  não...Não estou pronta!

Não me basto. Não consigo sequer transpor os limites dos sonhos desta mulher

que  vive  dentro  de  mim,  guardando meus maiores segredos sob confusos e

diversos tons em cinza na qual eu mal me reconheço...Que numa hora sorri e

na  outra  chora copiosamente,  numa  exagerada  necessidade  de  querer

gostar de alguém...E ela sabe que querer gostar é diferente  de  gostar.  Sabe  

que gostar é olhar no fundo dos olhos do outro e enxergar-se ali. Ou olhar pra

dentro  da  alma da pessoa que ama com olhos de quem conhece; de quem a

entende, como  quem se descobre e não se surpreende. Tampouco esquece.

Eu  então  crio  coragem,  olho  de  frente  pra ela e, lá dentro, no fundo dos

olhos  castanhos  sonhadores  dessa  mulher,  vejo  medo!  Medo sim!  De 

admitir que na verdade, ela só hoje sabe o que é amar. Medo de entender 

esta  altura  da  sua vida, que  nunca  se entregou, de verdade. Que não foi

realmente, de  alguém. E começa a acontecer dentro dela um  terremoto  de 

insatisfações,  todas  misturadas e borbulhando, cheias  de  vida  própria  e

agindo  como  se  quisessem pular do seu âmago, rumo à calçada escura e

 fria, por onde eu passo todos os dias. E daí, é a vez  do  meu  medo tomar

a frente. E vem forte! Vem gigante, o meu medo. Vem da possibilidade que

essas reviravoltas e ansiedades  todas, de dentro dela, pulem  pra dentro do 

meu caminho e me ati