"A Melhor mensagem de Natal é aquela que sai em silêncio
de nossos corações e aquece com ternura os corações daqueles que nos acompanham em nossa caminhada pela vida"

***

Que esse Natal tenha para todos nós, a face do renascimento. Que traga discernimento. Que dignifique em nossa vida as perdas e os ganhos e que mantenha os valores de ambos, permitindo assim, que façamos as melhores escolhas e, em caso contrário, que saibamos lidar com as conseqüências. Que supere os preconceitos e desenvolva o respeito entre as raças e as pessoas. Que faça brilhar nossos olhos, refletindo as esperanças que levamos na alma. Que lave todas as impurezas.  Que chegue definindo e clareando. Que esclareça e acima de tudo permita que saibamos reconhecer todas as possibilidades. Que de cada uma dessas possibilidades, mereçamos a benção sublime de conquistar o direito de ser, de viver, de decidir e de ir e vir. Que não paremos de caminhar e que consigamos tirar de cada um dos nossos passos o tempo exato que falta pra chegarmos ao nosso objetivo. Que reconheçamos o amor onde ele se fizer presente e consigamos extrair dele o que ele trouxer de melhor. Que o que  permanecer de melhor fique salvo na memória dos nossos sentimentos, tornando-se parte viva de nós, chamando-se assim, saudade. Que a saudade seja justa e exista pra nos lembrar do que foi bom e que o que foi bom deixe sempre e para sempre, uma porta entreaberta por onde possamos voltar, caso queiramos. Que sejamos leais conosco e com o próximo.  Que cada dia que amanheça traga dentro de si uma história nova, com começo, meio e fim e que no final de cada noite, ele recomece teimoso rindo do que nos atormentou durante o sono e garantindo que  apesar das nossas dúvidas e medos a vida felizmente continua nos dias que virão, sucessivamente. E que sendo assim,  o amor prevalesça,  a vida floresça, nos aqueça e aconteça. Um beijo e o meu carinho a todos os que passarem por aqui.

Feliz Natal!

 

 

Escrito por Cris às 10h13
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Há momentos em que as palavras perdem completamente o significado e por mais que eu queira dar-lhes alguma vida, não consigo vesti-las da clareza necessária.  Por conta disso, elas ficam ocas. Curtas e vazias. Nascem pequenas e reduzidas à simples manchas em folhas brancas que eu teimo em rabiscar prá amassar em seguida, juntando-as às outras amontoadas num cestinho tímido de lixo que ampara as minhas lembranças. Escrevo, leio e releio, tentando encontrar uma palavra simples pra traduzir tantos sentimentos: não encontro. Então penso que não deveria ser tão difícil transcrever o que o coração nos diz, a cada batimento. Mas é! A alma da gente parece presa no tempo, suspensa numa sensação exata do instante em que se fez a magia e tudo nos leva de volta: uma música, um bichinho, um beijo, um toque de telefone, tudo! O silêncio ecoa nas pontas dos dedos e as páginas da vida da gente vão sendo tingidas de uma ausência sentida e muito dolorida. Nada pode traduzir o que vai pela alma quando tentamos procurar uma rima pra “sorriso”, “carinho”, “saudade” ou qualquer outra expressão que grite pelo que nos foi importante. E é essa importância que não me permite desistir  de contar meus sentimentos nas palavras que rabisco, tendo elas qualidade ou não, afinal, conheço o amor,  confio na vida e não vou desacreditar, assim como não vou abrir mão de esperar pelo momento em que um sonho vier de novo  iluminar a noite sobre mim, acendendo cada estrela pra que eu volte a contá-las num “bem-me-quer” interminável fazendo com que minhas palavras borbulhem prá fora do meu peito atropelando todo e qualquer vestígio de tristeza deixando fluir a minha fé no amor, cantando e contando poesias. E aí sim, eu terei de volta as sílabas que irão construir cada gesto e cada olhar de uma  história de amor que seja minha, porque acredito acima de todas as coisas, que o coração e o papel agem de maneira sublime, quando cúmplices: um ama e dita todas as regras enquanto o outro, submisso e encantado,  permite-se escrever...

Escrito por Cris às 13h37
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Sou pessoa de riso fácil no rosto e na alma e não creio na existência de um, sem o outro. Aquariana, sou extremamente descuidada; perco celular, carteira, bolsa, chaves e todas as coisas que possam caber nas mãos, pela ansiedade e pressa de viver. Minhas responsabilidades? Assumo todas! Peço (e só aceito) desculpas, se ditas com a voz e com o olhar, simultaneamente. Sou fiel às minhas opiniões; tento não atropelar a vida e sigo com o olhar voltado pra frente. Sempre. Se pareço antipática por conta do nariz empinado, tenho, pra justificar essa impressão, um sorriso no rosto que diz a quem quiser ver que é apenas um jeito de evitar que o olhar se volte, à procura de alguém ou alguma coisa que tenha ficado pra trás. Acredito num amor que é mais do que uma palavra que decora frases e poesias; que vai muito além da verdade e da mentira e que não existe pra ser medido e sim, sentido. Acredito que respeito, liberdade, confiança e individualidade são alicerces  indispensáveis pra qualquer qualidade de relação. Continuo sentindo suores nas mãos e mais frio na barriga do que em qualquer outra parte do meu corpo. Sou das pessoas que sentem borboletas no estômago quando amam. Das que não conseguem e nem precisam esconder o que sentem. Das que amam verdadeiramente. Das que falam sobre sentimentos sem pudor algum e das que acreditam que o amor existe pra colorir a vida e que em caso contrário, é desamor. Amo mais o verão do que o inverno, choro muito ao ouvir algumas músicas e me emociono ao terminar um livro ou um filme de amor.  Sou desligada pra datas e números de telefones, mas nunca pras pessoas que amo e pro que elas significam pra minha vida. Luto muito por tudo  que acredito e só paro quando sinto que já não vou chegar a lugar algum e, só aí eu consigo aceitar que é hora de me calar. E eu me calo. Definitivamente. Creio sinceramente que o coração ainda é o maior mestre e que sempre que eu o seguir, terei todas as respostas, afinal, eu nasci prá amar; prá ser feliz.  Aprendo a cada lição que a vida me dá. Sou muito instável e reconheço-me por isso. Quando  insegura, apago todas as luzes e encolho-me num canto chupando um dedo e enrolando um cacho de cabelo no outro num pedido mudo de colo e isso fica muito claro quando tranco-me dentro do meu casulo, feito borboleta que tem parte da asa arrancada, sente dor e mantém-se quietinha à espera de uma regeneração ou quando fico brava e exigente comigo e com as outras pessoas agindo como chuva tropical, feito tempestade de verão, dessas que ficam à espera da menor mudança de ventos prá subir no salto, agitar o céu assim de repente, gritar muito e arriar, irônica e fria, torrencial e barulhenta, provocando pânico e preocupações enquanto espera emburrada, que a raiva passe (o que geralmente, demora quase nada). E nesses momentos (quando a raiva passa...), ajeito  e guardo tudo o que eu sinto bem escondido em algum lugar lá dentro do meu peito,   abro um sorriso franco, desses de orelha a orelha, preparo-me prá seguir em frente, recolho nuvens, raios e trovoadas e saio de cena,  dando lugar pro sol, que agora brilha e permite com isso, que através dele eu peça perdão se por acaso, acabei causando algum estrago. 

Essa sou eu...

Muito prazer!

Escrito por Cris às 21h58
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"...Tenho vivido dias assim...

Dias nos quais, tudo o que eu sinto,

 é essa saudade absurda de mim...."

 

***

 

Escrito por Cris às 09h55
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Das coisas indispensáveis....

 Adorar dias de sol! Café da manhã, acompanhada. Pedaladas na calçada e essa minha liberdade tão esperada. Caminhadas na praia depois do pôr-do-sol. Dormir abraçada e de conchinha. Reencontrar pessoas que eu gosto muito. Descobrir músicas deliciosas em cds antigos e cantá-las com alguém que seja muito especial. Beijar, morrendo de rir. Morrer de rir, beijando (ô coisa boa!...rs*). Rever fotos antigas depois de fazer amor. Cantar alto comendo pizza dormida como se fosse caviar. Caminhar de mãos dadas e em silêncio. Ter alguém em quem pensar e poder pensar nele enquanto canto Chico Buarque. Acordar no meio da noite, ver que amo quem está do outro lado da cama e sentir que eu sou exatamente quem ele quer que esteja ali. Ir ao cinema, sair apaixonada pelo filme e contando os beijos trocados, por minuto. Fazer aniversário. Rezar sinceramente.  Sentir-me alucinadamente atraída pela mesma pessoa toda vez que ela repete uma palavra qualquer aparentemente sem importância. Ganhar uma aposta boba e pagar com um beijo na boca. Água de coco gelada no calor e de frente para o mar. Sentir que encontrei alguém que é a minha cara. Paquerar esse alguém e cair apaixonada. Sentir o coração disparado ao pensar que é ele, no telefone que toca. Carinho de mãe. Presente bem embrulhadinho. Ver qualquer gato dormindo. Abraço apertado e  demorado. Caminhar sem rumo no meio da tarde de um dia de semana, sentindo que tanto faz porque o final dela vai chegar trazendo alguém apaixonado por mim, assim, verdadeiramente! Ligar o rádio e achar uma música que eu a-do-re! 
Acreditar que faço parte da felicidade de alguém.

E realmente fazer....

 

Escrito por Cris às 13h44
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 Ah! O beijo que eu quero...

 

Não tem limite
Não é apenas boca
Não é apenas língua

Não morre à míngua.

É alma!

E é sem calma,

O beijo que eu quero.

 

Não existe em si.
Não é medido...
Sequer comedido.

É sim, um beijo urgente

Estremece as pernas da gente...

O beijo que eu quero.

 

Não tem tempo
Não é passa tempo.
Nem é contratempo.

É pura verdade!

A tão esperada liberdade,
O beijo que eu quero.

 

Não admite um não...
Nem comporta um talvez !
Não tem “nem” ou” senão”...

E é tudo o que mais espero...

O beijo que eu quero!

 

Faz com que o coração dispare

Faz com que nada se compare

Ao beijo que eu preciso que ampare

Minhas pernas quando trêmulas

Dobrarem-se ao toque da sua boca...

O beijo que eu quero..

 

É um beijo seu...

Dessa espera que não desiste...

Desse toque maior que insiste...

Em acarinhar minha boca

No beijo mais lindo que existe...

O beijo que eu quero!

 

*

 

Escrito por Cris às 09h34
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"....A vida é uma juíza poderosa! Permissiva nas mesmas proporções em que é devastadora, aceita que vivamos nossos amores, dissabores e escolhas desde que cedo ou tarde, paguemos o preço cobrado por ela. Alto, quase sempre. Portanto, é preciso que saibamos as medidas exatas das coisas e o custo benefício de cada ato, cada presente e cada entrega. É preciso ainda que possamos amar sem pretensão alguma, mesmo quando o egoísmo nos dita regras, constantemente. Que ao despirmos a nossa alma das máscaras e dos valores mundanos, possamos ser seres humanos simplesmente,  exercitando livre e verdadeiramente, nossa capacidade de amar.  É preciso que estejamos receptivos à todos os sinais, pra podermos assimilar o que pode doer ou fazer rir, exercitar o direito de ir e vir e administrar isso tudo, dentro das nossas possibilidades. E que nos lembremos diante de cada adversidade, da capacidade que cada um de nós tem prá superar, caminhar em frente e viver esse amor. Encontrar caminhos, enfim, dentro das nossas verdades. É preciso que saibamos seduzir, pra falarmos sobre coisas sérias sem nenhuma sensualidade. Que saibamos nos dar sem cobrar ou esperar algum prêmio, por isso.  Que respeitemos o espaço do outro sem a pretensão de conhecer ou administrar a extensão do mesmo. Mas é preciso,  mais do que qualquer coisa, que nos achemos merecedores da alegria e do amor que estão disponíveis, bem ali à nossa espera. Que consigamos encontrá-lo e, acima de tudo que possamos vivê-lo de maneira plena; sem culpa...

Porque ser feliz é um poderoso aprendizado...

E um eterno merecimento!"

 

 

 

 

 

Escrito por Cris às 08h47
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 Ensina-me....

Mostre-me quem ser, sem suas palavras...

Como enxergar, sem seu olhar encorajador.

Como entender minha vida, sem sua vida...

Ou como seguir em frente, sem seu amor.

 

Ensina-me....

Como ser menos você!

Como viver sem aquela harmonia,

Como adormecer todas as noites,

Sem esperar por você a cada dia.

 

Ensina-me...

A aprender o que mais preciso:

A independer da nossa dependência...

A não querer-te tanto!

A aceitar a sua ausência...

A sobreviver sem o seu acalanto.

A não agonizar em pranto...

Ao ter que aceitar essa incoerência...

De ter que viver apenas por mim.

Ensina-me, enfim....

A não fazer da sua alegria...

O motivo maior do meu sorriso.

Pois já fui céu e fui também estrela; fui prisão e liberdade. Fui

dor, fui saudade; chão, brisa morna e tempestade. Hoje sou

só uma moça de cabelos compridos e cacheados que se deixa

voar, como o vento que faz girar no chão as flores caídas,

feito delicados pedaços de papéis coloridos, cada um deles

enroladinhos contendo dentro do seu interior, uma história

 inteira, de amor...Gosta de beijos nas mãos, leva uma

alma cheinha de esperanças, anda de tranças e acredita

no amor sem fim...

E não pretende mudar!

 

 

Escrito por Cris às 15h34
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"...Eu confesso que desconhecia essa energia que estabeleceu-se entre o amor e eu...

Não sabia que era capaz de amar com tamanha entrega até que as estrelas desceram dos céus e deitaram-se comigo. Nem sabia o quanto te queria até que meu maior desejo passou a ser a realização das suas fantasias perfiladas em fios finos e expostas como uma pintura em moldura de cuidados e zelos, emaranhados em meus cabelos. Não entendia essa magia de amar que refez um mundo de esperanças e expectativas, nos passos que eu caminho agora, rumo a mim mesma. Não entendia que quando você falava comigo,  sua voz varria o pó do meu caminho transformando tudo em pétalas de flores e luz. Não sabia que te amava tanto até que me peguei te buscando, completamente perdida entre os dedos da mão que  segura o tempo que passa por nós dois. E aí, quando eu entendi o quanto a minha vida anda repleta da sua ausência e, que a carência que sobrevoa e assombra cada noite que morre e cada dia que recomeça faz com que eu quebre todos os meus brinquedos. dá fim aos meus medos e eu reconheço que agora finalmente é chegada a nossa hora..."

 

Escrito por Cris às 17h10
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Ninguém pode cobrá-la pela doçura perdida...

Pela expressão distante, quase embrutecida...

Nem pela tristeza dolorida resultante da história que antecedeu aquele desfecho tão esperado, que não aconteceu. Pelas lágrimas que não derrama mais, ou pelo sorriso que morreu em seu rosto, desde o instante em que soube que ele não era mais seu. E ainda assim, ele pensa que pode acusá-la pelo gelo em que se transformou? Não! Ele não pode! Ninguém pode...Ou será que ele não percebeu o quanto ela se deu em sentimentos? Como confiou, esperou e entregou-lhe tudo antes mesmo de entender que aquela fatia de felicidade sequer poderia ser sua?  Que não lhe pertencia? Quem sabe se ele pedisse, ela tentasse ainda... Quem sabe, se ele quisesse, ela esperasse mais! Quem sabe ainda o carregasse inteiro e perfeito dentro do peito, afinal, ela era muito mais dele do que dela mesma. E disso também, ele sabia...Mas será que em algum momento, ele soube que ela passou para as suas mãos, naquele diálogo de almas, toda a esperança que ainda vivia dentro do seu coração e que havia sobrevivido à todas as tempestades? Será que ele olhou pra dentro daqueles olhos brilhantes e viu neles o sorriso pleno que ela carregava e, que se sorria, era por ele? Será que realmente se importava? Não...Ele nem olhou prá trás prá ver que aquele dia tão pesado que ela carrega como fardo ainda,  a noite fria que não finda e o vazio que hoje ela é, formaram-se depois que ele cansou-se de amá-la. Depois que  ele, despudoradamente, ignorou o que ela possuía de mais sagrado e entregou-lhe, sem titubear: a sua fé!  Não, ninguém pode culpá-la! Não por isso, afinal, ela perdeu junto com esse amor, o jeito meigo e a crença na vida, que trazia. A pureza com que ria. Mas se ele não a amava, que diferença isso fazia? Quem sabe ela não tenha tido coragem suficiente prá gritar e contendo-se, esperou por ele? Quem sabe se ela tivesse descido do salto, lançado um berro, alto, cobrando o cuidado que ela jurava que merecia ou pedindo a clareza que a certeza dele nunca expressou. Se tivesse exigido que ele lhe olhasse nos olhos e que acreditasse apenas nos seus olhos, talvez agora ela ainda estivesse inteira....

 

Escrito por Cris às 11h06
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"....Trago muitos poemas de amor escritos na pele. Mas

tão à flor da pele, que só a minha pele já não chega.

Não é suficiente! Tanto não é suficiente que sinto a

necessidade de escrevê-los na sua. Abrigo tanta paixão

dentro do corpo que o meu corpo não a comporta mais.

 Afinal, é só um corpo e, por isso, preciso derramar parte

dela no seu, dividindo-a por dois, você entende? Por nós

dois! E essa agonia, eu sei bem o que é: é essa saudade

que abraça de repente a alma da gente, ajusta-se ao

peito pelo lado de dentro, ocupa todos os espaços, 

machuca tanto e faz com que num final de tarde

chuvosa, sob um céu cinza e com os olhos voltados pro

horizonte, eu continue aqui, esperando que essa

tempestade passe e que a calmaria castanha dos seus

olhos chegue até minha alma,  envolva-me em seus

sonhos e leve-me prá você. Afinal, uma paixão não pode

ser relativa, tampouco existir de um meio termo. Ela

sobrevive de um extremo: ou se ama demais, ou não se

ama o suficiente."

 

Escrito por Cris às 15h07
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“Que do amor que eu sinto, nunca brotem mágoas. E se assim for, que não ameacem esse amor. E se ameaçarem, que a dor não venha selvagem ou feroz. Que não se torne nosso algoz. Que mesmo transbordando através das lágrimas que rolam das meninas ansiosas dos nossos olhos, não se esparrame mais do que o necessário. Que me respeite mesmo fazendo sombras as suas sombras e que a mim não mate para que não se constate o benefício do repouso para essa minha alma, que é tão sua.

Que a minha saudade não ameace a calma ou o nosso direito de ir e vir; que consiga transcender e transgredir. Agradar sem agredir! Espantar e apontar; mas nunca desapontar. Que ela chame a sua atenção, despontando de repente, numa disritmia crescente, na mais completa contradição de emoções e de paixão. Que ela fale por adjetivos e que se tinja das cores mais gritantes. Que faça com que minha paz se sobressaia, colorida e traduzida, em tons pastéis. E que essa paz saiba ser mansa e brilhar feito o crepúsculo em final de tarde de outono. Que flutue no silêncio das horas, que passam por mim agora, sem pressa alguma. Que a minha alegria seja sonora e barulhenta. Daquela que acalenta, caçoando e abusando  dos risos. Que faça barulho e que se disfarce de festa. Que acredite ser (e que seja) eterna. Que cante, dance assim, sem resistências. Agora, quanto ao amor...Quanto a esse amor que cresceu tão perfeito dentro do meu peito,  que eu não permita que ele se cale! Que eu consiga que ele me proteja; que me convença e que não se exale. Que essa distância não nos abale e que ele seja exato e justo. Digno e merecedor.

E como eu espero, antes, durante e depois...

Prá nós dois,... 

Que ele sobreviva...

Absolutamente sincero!”

 

 

*E assim, será!

 

 

Escrito por Cris às 20h39
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...E então eu me calei.

 Não como os infelizes que se calam por lhes faltarem argumentos. Também não chorei; eu não me permitiria tamanha fraqueza. Mas calei-me como se cala uma criança pequena. Calei-me devagar. E Pensei... Muito! E não num silêncio agressivo...Ou passivo. Não! Foi pela mais pura vontade de fechar todas as portas,  apagar todas as luzes, jogar fora as chaves e espantar os pássaros do telhado (tudo culpa do meu desassossego, eu sei...). Eu quis gritar, por um instante...Bem alto! Acordar os preguiçosos. Gritar até adormecer porque quem sabe dormindo eu encontrasse abrigo. Um abrigo em meio a cobertores e a desordem de sonhos interrompidos dentre os quais eu venho desde muito tempo garimpando a tão sonhada felicidade, acreditando tratar-se de uma garota cheia de “penduricalhos” nas orelhas e nos pulsos; dona de uma alma voluntariosa e sentadinha de pernas cruzadas, escandalosamente maquiada, inteiramente disponível  e, à nossa espera. Mas não...A felicidade é observadora! É uma multidão inteira, de sorriso largo e maroto com olhos brilhantes e tão quietos que se falassem, diriam palavras simples, medidas e poucas, daquelas que nem precisam ser ditas, sabe? Quando o  corpo simplesmente se expressa sem mistérios? Sem freios? Assim... Ela é clara como deve ser. Verdadeira como é. Inimiga das horas e presente na vida da gente por prazer não por escolha. Ela vem! Não precisa ser chamada. Tem rosto de anjo, atitudes celestiais e provoca na pele aquele calor liquefeito; aquele suor satisfeito que dispara o peito e tira da gente, o ar. Sim, ela existe. E eu a aguardo com a mesma calma que ela me trará.

Porque sei que ela virá....

Enquanto isso as dores vão se curando, o coração vai cicatrizando, o corpo se fortalecendo...

A alma vai voltando a ser menina...

E a cabeça, uma mulher!

 

Escrito por Cris às 19h41
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Quando vem a noite, a porta da alma da gente é aberta. O coração aperta, as dores ficam mais claras, as tristezas maiores e as lembranças mais nítidas.

E a saudade, então?  Chega a ser indecente!

Teu cheiro, mais intenso...

Teu gosto, mais doce...

Tua ausência, mais presente e tua presença, absurdamente ausente.

É com certeza à noite, que eu mais sinto a tua falta...

À noite, definitivamente, você deveria estar aqui!

Aqui, entre meus braços, meus livros, meus discos e meus lençóis. Até mesmo entre as gotas que me brotam e me rolam dos olhos pelas faces. Sim....É choro! E eu choro porque chorando é quando eu consigo rasgar as minhas carnes, chegando aos meus ossos para tentar removê-lo de mim. E, ainda assim, seus sorrisos continuam ecoando em meus ouvidos, fazendo todos os sentidos. Teus dedos estão em meus cabelos, enroscados nos fios, vertendo nascentes de rios de gemidos e lágrimas, tão comuns e pessoais. Tão sensuais.... Tuas mãos, pousadas no meu peito, daquele jeito leve e tão teu que ao correr pelo meio dos meus seios, vai dos mamilos até minhas costas, arrepiando a pele em propostas veladas até as minhas coxas fazendo com que meu sono passe, irremediavelmente, bem longe de mim. E é enlevada nessa espera que é doce (quase um desapego), que choro e falo baixinho numa voz mansa de quem já conteve o próprio desassossego, imponho limites aos meus medos, como quem já cicatrizou todas as dores, porque o amor que existe em mim é qualquer coisa de muito maior do que tudo o que sobrevoa os céus e sobrevive à pequenez de sentimentos, tão comum aos homens

Escrito por Cris às 21h29
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“...Nas costas, a aspereza cinza da parede...

O desejo!

Na boca, o beijo...

A sede!

Pelos braços deslizam as alças...

Pelas pernas, escorrem as calmas...

Quando entre seus dedos, eu preencho as palmas, da nossa vontade pura!

Meu corpo arde, sem segredo...

E  não há medo que me acovarde.

Sua mão treme insegura e me segura, aperta meu seio, desliza para a cintura.

Escorre pela coxa, pelo meio e, entre as minhas pernas, me procura...

Nas minhas costas, o seu peito roça, um dos corações dispara: não importa qual...

Então, sem aviso, tenho o que mais preciso:

Na minha nuca, refazendo a trilha sua boca vibra, sua voz geme, minha carne treme...

Eu me arrepio..

E eis que a vida brilha!

Os pecados, despertos, fazem festa porque hoje, a inocência foi dormir mais cedo...

E eu amo esse seu desejo suicida que faz um mar do meu corpo prá naufragar em seguida. ”

 

 

Escrito por Cris às 09h01
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.

 

“.....É só eu ficar quieta, ouvindo das músicas que ouvíamos juntos,  que uma saudade doída chega mansa e aperta meu coração, numa dorzinha gostosa, sabe? Aquela falta de alguma coisa, alguém ou algum lugar que você não conhece, mas onde se reconhece. Entende? Aquela solidãozinha que me faz fechar os olhos, cruzar os braços e abraçar a mim mesma, sem tristeza. Com pureza e saudade! Uma nostalgia tão íntima. A falta fria, de colo. Daquele colo. Do seu. O corpo todo reagindo, sob o efeito da sua falta. Um monte de coisas borbulhando por dentro. Os olhos fechados visualizando você...E você vem prá mim.... Deita-se ao meu lado deslizando as pontas dos seus dedos pela pele das minhas costas, abrindo fendas, pelos e poros. Vem trilhando caminhos. Amadurecendo rimas... Afasta os meus cabelos da nuca pra roçar o seu queixo e eu sinto a barba por fazer e a sua respiração no meu ouvido, saindo feito gemido...Um sopro de vida entrando em mim. E, desajuizada, apaixonada e mansa, deixo que com o braço e num único movimento você leve meu corpo em posição de feto pra dentro do afeto da concha do seu corpo. E ficamos ali, desabotoando as nossas almas e  alimentando os nossos corpos de nós mesmos, desamarrando todos os sentimentos. Tudo nesse momento é movimento e entrega e eu me confundo tão perfeitamente com a música que toca, que quase me transformo numa melodia dessas que soltam suas notas pelo ar e rodopio, porque algumas músicas tiram mesmo nossa alma pra dançar... E é tudo tão mágico que você quando vem, sequer me acorda. Você chega de mansinho e entra no meu sonho...E nestes momentos, para te sentir,  basta que eu me toque..."

 

Escrito por Cris às 08h56
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Ela anda inquieta, preenchida das suas fraquezas e delicadezas bordadas nos olhos das meninas dos seus olhos, que enxergam além dela, as próprias inseguranças. Sua vida, que nunca esteve tão impaciente, segue em frente emoldurando uma tela antiga e escura onde ela posa parada, olhando e rezando, confusa, uma oração na qual pede o resgate de todos os seus sentimentos e busca resquícios de um segundo de aconchego e de calma. E como se não bastasse, ela mantém tatuadas na pele as mãos e a boca daquele homem, depois da sua partida, mesmo muito antes da sua chegada. Sua solidão é embalada por ventos fortes que invadem a sala numa rajada única; ventos frios de mais um outono que chega e parte, completamente cinza, partindo-a em milhões, rasgando sua alma em pedaços. Desfolhando-a, inteira. E desde então, ela vem vivendo de sentir a presença dele viajando em seu sangue. O cheiro doce da tímida resignação gritou denso dentro dela, misturando-se numa cegueira entorpecida e o amargo ranger das portas do mundo que foram fechadas às suas costas, abandonaram-na  pra trás e por instantes ela sequer soube se deixaram uma benção ou se levaram com elas, as maldições. Ah! Se os dias dele ainda fossem dela.... Quem sabe houvesse cura praquela loucura, tão branda. Mas não são! Nunca mais serão...E hoje, aquelas árvores, cujas sementes eles plantaram, juntos, seguem florescendo desencantos incessantes em plena escassez de cores e prantos,  dando-lhe uma única certeza:  os dois se perderam ou estão por perder  alguma coisa muito valiosa, em algum lugar.... 

Escrito por Cris às 10h22
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 “...Um dos momentos em que mais me exponho é quando você sai do meu sonho e entra no meu banho, tira a sua roupa e me olha, inteira e demoradamente. Toca a minha cintura com as mãos espalmadas, aproxima-se da minha boca que agoniada, bebe da sua como se provasse um mel, um néctar ou o suco de uma fruta, tenra e madura. E, ao sentir seu tremor no meu, eu saio da sua boca e ajoelho-me debaixo da água que cai sobre minha cabeça criando assim uma moldura, prá uma pintura onde só falta a cor principal: você! E você vem...E eu te tomo nas mãos e nada à partir daí, me passa despercebido: o som do seu gemido, o calor da sua pele, a textura dos cabelos. O arrepio dos pelos e a ansiedade das mãos. O desenho do seu rosto, no instante em que eu quase sinto o gosto tão esperado do seu prazer. Os braços fortes que me levantam...A língua que me cobre, sacia meus lábios, lambe meus delírios, prova das minhas viagens...E volta! Levando-me ao meu inicio e me recriando. O cheiro que exala da sua boca, nos momentos em que você me toma e me deita... E me toca...E se  ajeita... E me deixa como louca ao me fazer perder o juízo enquanto eu agonizo nos seus braços e você geme entre as minhas pernas, prá em seguida fechar seus olhos, pousar no meu colo e gozar da calma do meu sono num abandono tão próprio de quem ama tanto. Portanto, ainda que eu tenha que ir e vir, chegar e partir,  hei de me lembrar de tudo: do seu gosto, seu cheiro, seu toque  e tudo o que você é...
Porque o meu amor é minucioso... É abusado...
Cuidadoso...
Curioso...
Escancarado...
E para viver esse amor, foi que eu nasci mulher..."

Escrito por Cris às 13h27
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"....Do seu  colo o mundo parece tão calmo e sereno,  como brisa de verão que

aquece e doura-nos a pele, tatuando-a de boas lembranças. Do seu colo, a vida

assemelha-se a um doce mar  de ternura e de esperanças, no qual poderíamos

navegar sempre e para sempre, sem receio algum de naufragar. No seu peito é

onde  minha  alma  é  tocada por estrelas,  por sentir-se no céu. No seu abraço

tudo me parece diferente. Tudo  se torna belo e acolhedor  e o horizonte parece

um  tremendo  sorriso que  ilumina mais que qualquer sol. Dos seus lábios, as

palavras escapam mais livres.  Mais certeiras e verdadeiras, na medida em que

atingem  o  meu  corpo, feito ferro em brasa, para em seguida transformá-lo... 

De agonia, em paz...  Do  seu colo,  do  seu  abraço  ou de qualquer outro lugar

desse mundo, eu te amo....

  Definitivamente.”

Escrito por Cris às 07h42
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"Essa é mais uma noite,  em  que vejo minha vida como se fosse feita

de  ventos, desses cortantes....E frios, como os  que  habitam  rios e

despenhadeiros. Uma noite de breus e sombras de velas que queimam

em bicos caóticos de fogo. Uma noite em que o medo de perder entra

escandalosamente manso, deita-se aos meus pés feito um bicho negro

procurando abrigo sobre um tapete  de pelos macios e a solidão desce

quente e cortante como um gole de água ardente. Tento distrair meus

pensamentos  que agora, dificilmente  me  obedecem e consigo pensar

que  em  algum lugar há mães embalando seus filhos e sorrindo pétalas

de flores. Há mulheres e homens em seus leitos, amando seus amores.

Desisto de  fugir desse tormento que  é tão  meu e acaricio a gata que

ronrona deitada sobre o  meu peito.. (tão sozinha quanto eu...) e duas

lágrimas grossas deslizam, resignadas. Deposito a gata no sofá ao lado

da cama que  me espera, com seus grandes lençóis brancos e macios,

abertos e vazios. Tomo mais um gole de vinho que me arde na língua e

na garganta e uma tristeza que se agiganta desencadeia mais lágrimas

e me beija, desejando-me bons sonhos...."

 

Escrito por Cris às 07h49
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Prometo, querer-te  hoje e querer-te sempre, cotidianamente,  nessa

paz que é sua e nessa estrada por onde passo e me perco nessa mão

dupla, cujos sentidos únicos e comuns, somos nós. Só nós...Nessa paz

que me acalenta e impulsiona enquanto eu te busco,  nas guerras  que

deflagro contra  os  meus  próprios medos... Ou quando exercito meus

desapegos e sinto a teimosia do meu peito, ao recusar-se a esvaziar. A

sossegar. Prometo não tentar ser perfeita, prá que, ao tomar-me pelas

mãos você me conduza, eleita e satisfeita, na busca dos meus inteiros.

Prometo-te  ser mulher...E ser melhor!  Ser sedutora e entregue, mas

também  prometo  saber  fazer-me pequena e menina. E, quase santa,

ser a sua  sina. Prometo-te a pureza das mãos e dos seios. Prometo-te

saciá-lo em seus anseios de poros e ventre prá que nos seus devaneios

possa me buscar  e encontrar em mim,  todos os prazeres, as dores e

todos os prantos.  Prometo-te galanteios....Prometo enfim, ungir meus

pés  com  óleos  santos, prá livrá-los do pó do tempo em que errantes,

meus passos vagavam perdidos e descrentes,  por não saber-te meu.

 

 

 

Escrito por Cris às 08h12
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Esferas de luz clareiam o céu da minha boca, quando você me beija.

Milhares... Milhões  de estrelas caem sobre mim, tocando-me a pele

enquanto  rios  perdem-se  por  entre as margens dos meus lábios,

deixando abandonados, todos os seus leitos. Uma mistura de sangue

amontoa-se e corre-me pelas veias, gritando em completo atropelo,

velozes e sem saída, aquecendo o meu corpo inteiro. Todas as farpas

do mundo instigam-me a pele... Todos os frios eriçam-me os pelos no

exato momento em que você chega, afasta as minhas pernas ...E o

toque da sua língua se dá! Meus sentidos enroscam-se e entorpecem.

Eu fecho os olhos quando sinto tua mão acariciar, atrevida, o meio da

minha  vida,  fazendo-me  serpentear no seu peito, pedindo meio sem

jeito que essa tortura sublime não termine nunca, enquanto eu ardo...

Febril!... E eu me dou conta da chama que me consome de fome e de

sede, ao mesmo tempo em que me extasia feito uma magia, enquanto

você me toca!  Todas as intempéries, os tumultos e inúmeras revoltas

emocionais desencadeiam-se dentro de  mim, enquanto você me toca.

Alteram-se os minerais, os sais e os "ais" dos temporais; e as energias

consomem-se  sozinhas, tamanha  é a força da paixão, nos momentos

em que você me toca. Eu perco a noção exata do quanto me abençoa

esta  dependência.  Do  quanto  você  preenche minha carência e das

queimaduras  que  me  causam o toque da tua pele; e dos perigos aos

quais me exponho, quando você me toca. Da escuridão que explode em

festa. Da noite que amanhece numa  seresta feita de versos escritos e

rimados  pelos suspiros enamorados e pela certeza de que meu lugar é

aqui,  bem  dentro do  seu abraço.  Tudo isso, quando você me toca...

 

*

 

Escrito por Cris às 21h41
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Caminhe do meu lado por estas estradas que me levam nem sei bem para

onde. Acompanhe-me sempre bem de perto e guie-me por este nevoeiro que

não se dissipa.. Nunca! Afaste com o teu sorriso as nuvens que escondem o

sol... Transforme,  com  uma  simples caricia em meu rosto as lágrimas que

 caem, em chuva miudinha, daquelas que mata a sede da natureza e deixa tudo

mais verde, com mais esperança, sabe? Com cheiro de primavera! Olhe-me nos

olhos e, com o brilho do teu olhar, pinte os tons do arco-íris e faz de tudo o que

nos rodeia um quadro de mil e uma cores. Segure a minha mão. Vem... E leve-

me contigo para um sonho teu. Devolva-me a magia perdida e faz-me nascer de

 novo para a  poesia  da vida..Entrelace teus dedos nos meus e aperte-os com

força.  Não permita que a esperança  escape por entre os meus dedos, deixando

de  novo  minhas  mãos  frias e vazias... Dê-me a tua mão... Invente um sonho

para mim e prenda-me num abraço eterno e infinito onde eu possa finalmente

descansar...  E  sonhar!  Guie  meus  pensamentos para  o mundo mágico das

emoções e, nele, segure-me em  teus braços numa dança suave feita dos mais

doces sons e sob os mais variados tons, embale-me na melodia de uma canção

há muito  esquecida,  que teima em  trazer saudade. Percorra comigo o caminho

da razão sem razão, da lógica sem lógica; mas dos sentidos cheios de sentidos.

Desnude o meu sentir, a minha dor, a minha  alma..Tente me entender sempre

e complete-me para que num instante, eu encontre o meu caminho... Porque

só no encontro das almas e na troca de carinhos é que a vida se torna vida...

E se faz!

"Dê-me a tua mão e arranque com ela esta agonia que eu levo no peito, porque

só deste jeito eu poderei tocar tua alma...."

 

Escrito por Cris às 09h31
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.......Deita-se ao meu lado, suado e ofegante enquanto eu fecho os olhos

 

por um instante,  a face direita colada em seu peito e nossa respiração que

é  o  único   som perceptível no quarto, agora mergulhado no mais absoluto

silêncio. Um restinho tênue de sol invade tudo  num filete de luz de um tom 

alaranjado,  desses de fim de tarde, atravessa as cortinas e penetra pelo vão

 da janela, clareia, estampa e ilumina nossos corpos nus, abraçados, cansados

 e entregues. Quero  abrir os olhos. Espero alguns segundos, retardando esse

prazer  ao imaginar o  que eles irão encontrar. Mas eu sei...Irão enxergar um

homem  que é um rio e suas margens e que em cuja extensão, profundidade

 e saciedade eu nasço, morro e ressuscito mil vezes, no final de cada ato...De

 amor! Um  homem sem nenhum recato. Sem o menor pudor.  Abro os olhos

 e  bem  dentro do seu olhar, vejo uma certeza da qual eu  ainda não desfruto.

Mas, apesar de tudo e em poucos segundos, sou capaz de entender todos os

mistérios da alma desse homem; decifrar todos os enigmas e impregnar-me da 

sua mais  absoluta essência e completude.  E  é justamente aí,  que dentro do

 meu corpo alguma coisa  muito única dói. Quase corrói! Vem e preenche  tudo;

emociona e  ameaça romper-se, espremendo todos os sentimentos do mundo

 dentro do meu peito,  provocando  uma emoção que nasce e se agiganta e que

 tentando escalar  minha garganta, enternece meu coração permitindo que um

 sorriso incoerente brote dos cantos úmidos da minha boca. Assim, feito planta

inocente.  E  ele  me  olha,  diretamente, enquanto eu, toda sem jeito, leio em 

 seu  rosto  uma felicidade  tão simples, branca  e  tão sem fim, assim como o

meu seio, que se aquieta  agora,  cativo e satisfeito, sob sua mão. E deitado

 entre as minhas pernas, ele me observa seguro e bem lá no fundo dos meus

olhos como se diante de si estivesse a sua maior obra de arte:  uma mulher

 plena, absoluta, indelével, realizada e definitivamente feliz...

 

 

 

Escrito por Cris às 10h01
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E é como se a minha pergunta respondesse...

O que o ventre da sua resposta perguntasse...

É  como se eu te ouvisse e compreendesse...

E  te entendesse caso coragem lhe faltasse...

É  como  se  me arranhasse  e  não ferisse...

E  anulasse  tudo o  mais que  eu  sentisse...

Assim como se um dos seus poros parisse...

Minha alma em cada gota que suasse...

É como  se a sua língua me  provasse...

E o gosto  fosse o gosto de um só gosto...

E o fogo  não soubesse em qual rosto...

Esse rubor fosse desejo e avermelhasse...

E sem que me pedisse, eu me virasse...

E recostando na parede eu me abrisse...

Com sua mão a minha coxa agarrasse...

E a outra ao meu pescoço pertencesse...

E o seu beijo em minha boca deslizasse...

E a sua língua dentro dela se perdesse...

E enquanto ela subisse a mão descesse...

E a sua mão a minha coxa invadisse...

E o joelho entre minhas pernas entrasse...

E dentro delas o seu corpo se encaixasse

E o meu beijo o seu desejo acendesse...

E tudo o que não fosse beijo se anulasse...

Enquanto a boca mais ainda se entregasse...

E o toque no pescoço se assemelhasse...

À boca que pulsasse e que gemesse...

E o mais só sussurrando, sussurrasse...

E sem que se dormisse, mais sonhasse...

E sem que só sonhasse, muito amasse...

E quanto mais se amasse, mais vivesse!

 

Escrito por Cris às 09h53
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“A boca deste homem vem e me cobre.

Sacia meus lábios, busca minha essência e me desbrava.

Lambe os meus delírios...

Ajusta-se à mansidão dos meus rios,

 amando-me...

Muito mais do que eu esperava”.

 

Prova das minhas viagens  (comigo) e volta. Vai do meu fim ao meu começo,recriando-me em flor, adereço e purpurina...Mulher, dama, cama, drama,  senhora e menina.  Em amor, enfim... Homem que começa e termina entre meus campos mais floridos e meus caminhos mais ousados. Flutua sobre meus sorrisos desajeitados; meus gemidos barulhentos, infantis e desafinados.. Autoriza meus atrevimentos. Homem que não diz o que quer ou a que veio. Dissesse, e eu me entregaria... Toda!  Inteira...Daria as minhas forças. Daria meus suspiros mais íntimos e inquietos... Daria os aromas que o corpo espera e os sussurros  que o desejo implora. Daria as minhas fantasias, nas quais ele preenche o meu tempo, meu colo, os meus seios e a minha cama, nas minhas noites vazias. Mas não! Ele não diz: ele toma! Ele explora...E é urgente. Indecente. É completamente incoerente. Chega, acomoda-se  entre as minhas pernas e é bailando a alma sobre a minha intimidade que, com a maior naturalidade,  exige a minha essência na sua. E abusa das mãos a me despentear, a me alisar e a me descobrir. Sua boca me chama por nomes vulgares ( mas tão poéticos..) e, depois de  horas vividas sem nenhuma pressa dentro das minhas carnes e da minha boca, eu entendo  sem uma palavra ou qualquer promessa, a certeza de que este seu gosto há de ficar em meus lábios, perpetuado. Seu calor, na minha pele. Seu cheiro no meu olfato e este amor desatinado, na minha alma, prá sempre

 

Escrito por Cris às 09h39
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...."Solta a branda voz de quem já conteve o próprio desassossego. Põe limites ao medo, guardando-me contigo neste peito que já cicatrizou tantas dores... Tanto desapego.  Porque qualquer coisa em você sobrevoa, sobressai, sobrepõe-se e sobrevive à pequenez do comum nos homens. És tão maior...Tão intenso...E nem desconfias.
E gostar-te tanto quanto gosto  é ver-te assim...
...imenso!”

 

E que a partir deste instante essa força que vem de você caia sobre mim feito vento, intenso e forte... Que seja meu norte e abrace o meu corpo, inteiro...Que alimente esta labareda que traça o seu roteiro no meu peito e que o calor provocado por ela aqueça esse meu coração que até então, vem sendo alimentado por qualquer sentimento derradeiro. Completamente desencantado. Que esse vento faça aflorar em mim a nítida lembrança das nossas melhores noites e dos meus melhores sonhos e que eu me desfaça dos longos silêncios que tornaram meus dias mornos, vazios e enfadonhos... Que eu flutue ao sabor desse vento, acariciada pelo sopro morno da sua boca, urgente e carente de novos e doces sentimentos... Que o tardio reflexo dos momentos de felicidade (em meu corpo e em minha alma),  acalente minha saudade... Que o vento (que vem de você...) restaure a minha essência...E que seja em breve...

Que você me chame...

Que me espere...

E que este mesmo vento, me leve!

 

Escrito por Cris às 09h41
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Não a culpe  pela doçura que ela perdeu! Pelas lágrimas que não derrama mais

ou pelo sorriso limpo que secou nos cantos daqueles lábios que amaram tanto.

Nem deve acusá-la pelo gelo em que se transformou. Não! Você não pode! Até

porque  não entendeu, da última vez em que ela se entregou, o quanto estava

 inteira. Como fora verdadeira! Você não percebeu que a metamorfose pela qual

ela  passou em  suas mãos, agiu sobre a crença naquele amor, como que num

diálogo  infinito de almas. Os olhos brilhavam muito, sempre. Mesmo enquanto

semi  cerrados, naqueles momentos em que  ficava  absorta e mergulhada nas

suas palavras e pensamentos. E era pleno o sorriso que ela exibia. O jeito meigo

e  manso...A  fé na vida que  trazia. Ela toda, enfim, reluzia!  Mas o que  dizer 

daquele dia tão pesado que ela ainda carrega consigo nos olhos e daquela noite

turva  que não finda nunca, incluindo esse vazio que hoje ela é e que formou-se

depois de tudo isso? Depois que você, tão despreocupadamente, deixou naquele

quarto tudo o que  ela possuía de mais sagrado e entregou-lhe! Não...Não pode

culpá-la. Não você...Talvez  ela  acredite  nesse  amor, ainda...Talvez,  naquele

 momento,  ela esperasse mais...Talvez até ela ainda o carregasse muito inteiro

 e perfeito dentro  dela. Talvez ela  ainda fosse sua; mais sua que dela mesma, 

como sempre fora e  seu sangue  corresse mais nas suas veias, que nas dela.

Quem sabe  ela e apenas ela  entendesse aquela  força que vinha de dentro de

você  e  que  a livrava  de  quaisquer constrangimentos. Talvez ao seu lado ela

tenha  podido  ser verdadeira sob sua coragem e proteção, que a libertavam de

todos  os  medos e de  todas  as vergonhas.. Talvez neste seu colo, ela  tenha

podido mostrar quem era e onde realmente lhe doía. Mas, talvez ela não tenha

 tido tanta  coragem  de gritar e conteve-se,  esperando... Talvez, se ela tivesse

descido do  salto, lançado um berro alto, levantado a saia, ou cobrado atenção

exigindo  o cuidado e  a clareza que sua boca  nunca  expressara... Se tivesse

permitido  que você a olhasse de frente, talvez tivesse acreditado naqueles

olhos; talvez  isso tivesse  sido suficiente.  E, quem  sabe  agora, ela ainda

 estivesse inteira..

 

 

Escrito por Cris às 09h08
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Pousa a boca sobre meus lábios e pede com o canto dos olhos prá que  eu não

diga nada...E é quando acontece o beijo!  Beijo que a princípio nasce manso e

 demorado... Depois fica aflito.. Urgente e exagerado! E vem mais outro... E tua

 língua desliza entre os meus dentes... Perdida, completamente... Passeando e

 invadindo a minha respiração... Levanto a cabeça e olho dentro dos teus olhos;

dentro  da  tua alma... E com os dedos desenho um coração convidativo, que

 contorna a tua boca e que me leva a um estado de suspensão. De espera. Eles

(os teus lábios) agora entreabertos, sugam meus dedos um a um como quem

quer extrair assim, toda  a energia que  existe dentro de mim...Teu toque me

arrepia! E irradia uma energia que invade os ossos e me amolece. Toda! Tua

saliva umedece, aquece e queima a minha pele e os teus dentes mordiscam

as pontas dos meus dedos e desnudam-se num sorriso único ao som do meu

gemido. Meu corpo reage e resume-se às minhas extremidades. Aos dedos

entregues  e  oferecidos  que  invadem tua boca que por sua vez, explora as

 linhas, as dobras, as carnes e lambe as unhas. E às minhas intimidades, onde

agora,  uma  palma  morna  e   suada,  apalpa e  abre; reconhece e explora.

 Teus dedos percorrem minhas frestas, enquanto outro punhado de dedos,

agora meus e famintos como os teus, afasta tuas pernas e tateia tuas carnes

que respondem, quentes e endurecidas. Neste momento eu já não sou mais

nada que não seja corpo, boca, pele, pêlos, língua e boca. A tua boca! A vida

brota  das  minhas entranhas e eu  sinto o ar das tuas narinas contra a pele

 úmida  da palma  de  uma das minhas mãos enquanto um animal faminto e

atrevido se esfrega à outra que o aperta, enquanto ele se acomoda contra o

meu corpo, pedindo eu o satisfaça. E nós dois nos transformamos numa festa,

explodindo na escuridão. Numa noite que amanhece em verso. Somos, juntos,

 o Universo! Somos a essência de um só hálito, explodindo sob um luar pálido

 que permite que por alguns instantes, em suas mãos, em sua vida e dentro da

sua boca, eu seja eternamente feliz....

 

 

Escrito por Cris às 14h35
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Eu te amo!

E,  por amar-lo tanto é que talvez eu te duvide...Que te desacredite! Então...

 

Olho nos seus olhos; sonho os mesmos sonhos e penso muito. Recolho-me.


E você faz o que?  Você  vem! E sorri! Enche os meus cabelos de carinhos.

 

Tira um por um  dos espinhos escondidos entre os cachos. Põe  uma amora

 

 doce  do  mel  da sua boca sobre  a minha e acalma  meus olhos  com  sua 

 

 sinceridade atrevida. Pega a minha mão morna e úmida de ansiedade  com

 

a sua, mostra-me que a parte melhor da minha história ainda está por ser

 

 escrita e leva-me contigo por sobre as nuvens. No céu. Eu então sem largar

 

da sua mão, entrego-me numa vaga  lembrança  de  tudo  aquilo  que  fui 

 

compondo entre os sustos, medos e desassossegos, trazidos de uma vida 

 

 que vivi antes... Antes que seu gemido se  embrenhasse em  minha alma

 

pelo meu ouvido. Antes que os seus dedos me prendessem pela  raiz dos 

 

cabelos. Antes  que  o  calor  da sua pele vestisse e agasalhasse o meu 

 

desejo.  Entrego-te   a mulher  que   eu fui para que me tome nos braços

 

e me conheça antes que o dia amanheça; que  a metamorfose aconteça,  

 

que eu esteja toda aberta e desfaleça em botões e em pétalas desfolhadas 

 

sobre o seu peito....

Escrito por Cris às 15h46
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